segunda-feira, 16 de julho de 2012

O não-lugar da internet.


Por Carlos Gabriel F.

Com a modernidade, a entrada do virtual e a liquefação dos sólidos, nem tudo mais consta em páginas amareladas e datilografias completas. Alguns autores demonstram suas habilidades em páginas cibernéticas; escrevem suas vidas em pixels de vidas passadas. Esta nova geração de escritores-internautas, que formam uma imenso espectro de cores indefinidas e variadas, trazem à tona uma nova forma de comunicação e de fazer poema; eles tramam com facilidade entre as diferentes bases a fim de expor a sua arte na escrita. A internet não substitui os livros, de fato, mas possibilita a construção de um novo modo de literatura. 

Uns deles se destacam meio a tantos e ficam conhecidos na esfera virtual pública. Outros se escondem no betume, mas brilham de igual forma àqueles que tomaram fama. Segue abaixo, portanto, uma lista de cinco blogueiros (se assim preferir os chamar) que, na imensidão e não-lugar da internet, criam e elaboram textos magníficos, que merecerem ser conhecidos:

Para nos levar além:
Fonte: poeme-se.tumblr.com
Fonte: poeme-se.tumblr.com



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Noite dos sacrifícios.

Por Arthur Franco

Na noite de Halloween, a pequena Joyce é encontrada morta. A garota, de apenas 13 anos, morreu afogada enquanto pegava maças com a boca em uma tradicional brincadeira do Dia das Bruxas. Momentos antes de a brincadeira começar, Joyce afirmou que já havia presenciado um assassinato. Mas por ser conhecida por suas mentiras, ninguém acreditou na menina, até que viram o seu corpo. 


A grande amiga de Poirot, Ariadne Oliver, estava presente na festa e pede então a ajuda do detetive para descobrir quem foi o autor desse crime macabro.

Em Note das Bruxas, os personagens não são quem aparentam ser. Todos usam uma máscara de felicidade, enquanto escondem segredos e mentem sobre as suas ações. Mais uma vez o assassino subestima o poder das células cinzentas de Hercule Poirot, que terá de descobrir a verdade antes que outra garota seja morta. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Quais são os dias mais importantes da sua vida?


Por Carlos Gabriel F.

Fábio Moon, em uma determinada entrevista cedida no ano passado para um sítio famoso brasileiro, disse o seguinte: “eu acho que tem coisas que você pode contar, como em uma história em quadrinho, que não dá pra contar da mesma maneira fazendo cinema, que não dá pra contar da mesma maneira só escrevendo prosa”. Há momentos que não se transcrevem em palavras, que, possuídos de tamanho sentimentalismo, não são possíveis de se transcrevem em dígitos transversais. Algumas histórias se encaixam em tamanha perfeição nas imagens que se fazem desnecessárias as palavras translúcidas. 

E é assim que é narrada a história de Brás de Oliva Domingos, mundialmente conhecido por seu pai, grande escritor brasileiro renomado. Brás transcorre seus dias escrevendo obituários. Passa suas noites febris pensando nos “se” da vida e como será seu futuro longínquo. Fábio Moon e Gabriel Bá transcendem o Brasil exótico, clichê, que é vinculado no exterior, para criar o mundo de “Daytripper” – uma história de sentimentos universais, de crônicas que perpassam a vida humana em uma unicidade absoluta. 

Brás questiona se sua vida começa no momento do primeiro beijo ou nas primeiras palavras que conseguir narrar sua história; no momento de sua morte ou quando conhece a garota dos seus sonhos. Cada dia de sua vida é como uma página de um livro por outrem contada. “Daytripper” é uma história de revolução sentimental; de busca incessante por uma vida que valha sentido nas palavras imagéticas dos contos.    



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cicatriz não curada.


Por Carlos Gabriel F.

Alguns livros me causam uma dor tão tremenda, uma inquietação na alma por tamanha desavença, que me causam choro ao rememorar o que foi lido, datilografado e não mudado. O primeiro livro ficcional de Paulo Henriques Britto – que conheci em etapas vestibulares e que não, não tem nada a ver com a película recentemente produzida por Marcos Prado –, “Paraísos Artificiais”, encaixa-se perfeitamente nesta condição característica de cicatriz não curada.


“Você esta sentado numa cadeira. Você está sentado nesta cadeira já faz bastante tempo. Você fica sentado nesta cadeira durante muito tempo, diariamente. Você não conseguiria ficar parado em pé por tanto tempo; logo você ficaria cansado, com dor nas pernas. Também não conseguiria permanecer tanto tempo assim deitado na cama, de cara para o teto; (...) basta sentar-se na cadeira, pegar um lápis e uma folha de papel, e começar a escrever”.

O autor, com suas palavras duras e de concisão, traça uma linha de retrospecto tão subjetivo em seu âmago que, por vezes, faz-se de difícil entendimento perante um leitor de inocência em êxtase. O livro é dividido em nove contos, que são: “Os paraísos artificiais”, “Uma doença”, “Uma visita”, “Um criminoso”, “O companheiro de quarto, “Coisa de família”, “O 921”, “O primo” e “Os sonetos negros” – que narram histórias diversas: desde um observador insone que observa o movimento de sua rua; ou um encontro familiar que se faz como um ritual de humilhação; ou um diário que narra a descoberta de um enigma.

O universo de Paulo é flexível, mas com situações extremas e (des)encontros estranhos, em que o protagonista vê-se diante si mesmo e em conflito com a imagem que vê em reflexo. A dor de seu tema se faz presente em finais inviáveis; em contos tão grandiosos que o desfecho paradisíaco em firmeza é impossível de ser dado intelectualmente. 

“Depois saio do quarto, fecho a porta cuidadosamente, vou até a sala, abro a janela, respiro fundo. Uma frase besta aparece a toda hora na minha cabeça: amanhã é outro dia. Claro que amanhã é outro dia, porra”.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Agatha Christie's

Por Arthur Franco

Com mais de 80 livros publicados, Agatha Christie não fez sucesso apenas com livros. A autora teve suas obras adaptadas para peças teatrais, filmes e série de televisão e, mesmo com a sua morte em 1976, adaptações (de sucesso, diga-se de passagem) foram produzidas. Trago aqui duas séries televisivas britânicas do canal ITV, Agatha Christie's Poirot e Agatha Christie's Marple, que trazem para a TV os personagens mais famosos de Christie.


Agatha Christie's Poirot teve a sua estréia em 1989 e atualmente está em sua décima segunda temporada. No papel de Poirot temos David Suchet, que interpreta com maestria o pequeno detetive. A maioria das histórias em que Poirot aparece foi adaptada, tanto os contos quanto os livros. Sucessos de Agatha Christie como Morte no Expresso do Oriente e O Assassinato de Roger Ackroyd estão presentes na série e a décima terceira temporada será a última, trazendo livros como Os Elefantes Não Esquecem e o último caso de Poirot, Cai O Pano.



Agatha Christie's Marple estreou em 2004 e já levou para a televisão 20 episódios estrelados por Miss Marple.  Entre essas 20 adaptações encontramos clássicos como Um Convite para um Homicídio e A Testemunha Ocular do Crime, mas também temos livros e contos em que Miss Marple nunca apareceu. Livros como Hora Zero, Matar é Fácil e O Cavalo Amarelo ganharam versões televisivas, mas nunca tiveram Miss Marple como protagonista nas versões impressas. Além disso, outras modificações foram feitas, como mudanças na identidade de assassinos e nas relações entre os personagens.