quarta-feira, 20 de junho de 2012

Les Aventures de Tintin.


Por Arthur Franco

As Aventuras do Tintim é uma série de histórias em quadrinhos criada por Georges Remi, mais conhecido como Hergé. São ao todo 24 volumes, sendo o último, Tintim e a Alfa-Arte, inacabado devido à morte de Hergé. Entretanto, o álbum foi editado em 2008 e traz os croquis originais do autor para o que seria a última aventura de Tintim.

Hergé já se inspirava em histórias de intrigas internacionais antes de criar Tintim. Durante a Primeira Guerra Mundial, o autor rascunhava desenhos de um personagem que pregava peças em soldados alemães. Mas foi somente no Le Petit Vingtième, um suplemento para crianças do jornal em que Hergé trabalhava, o Le Vingtième Siècle, é que Tintim foi publicado.


Tintim é apresentado como um jornalista belga que viaja ao redor do mundo fazendo investigações. O seu companheiro é o cão fox terrier Milu, que vive em confusões, mas sempre salva o seu dono de enrascadas. Outros personagens são inseridos ao longo da série, como o Capitão Haddock, um marinheiro sarcástico e trapalhão; Dupond e Dupont, uma dupla de detetives gêmeos desajeitados; Trifólio Girassol, um cientista quase surdo que faz confusões com o que os outros lhe dizem; e Bianca Castafiore, uma cantora de ópera que sempre aparece quando os personagens principais menos esperam.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Hergé foi amplamente criticado por publicar As Aventuras de Tintim em um jornal controlado pelos nazistas (uma vez que o jornal em que as histórias eram anteriormente publicadas foi fechado por Hitler). As tramas escritas nessa época são politicamente neutras, como vemos em O Segredo do Unicórnio e O Tesouro de Rackham o Terrível.

A fama de Tintim não se deu apenas aos quadrinhos. Desde a sua criação, o personagem já foi tema de diversos produtos, entre eles camisas, jogos de tabuleiro e video games, baralhos, selos, entre outros. Duas séries televisivas já foram feitas: Les aventures de Tintin, d'après Hergé, de 1961; e As Aventuras de Tintim, de 1991, versão que fez muito sucesso e consagrou o personagem em animação. Cinco filmes já foram produzidos: Tintim e o Mistério do Tosão de Ouro, de 1961; Tintim e as Laranjas Azuis, de 1964; Tintim e os Prisioneiros do Sol, de 1969; Tintim e o Lago dos Tubarões, de 1972; e As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne, de 2011.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Symphonia #1

Por Carlos Gabriel F.

Para ler é preciso imaginar, desprender-se das correntes realísticas e deixar-se levar pela atmosfera do surrealismo. Ler por simplesmente é viajar através dos cosmos, buscar o inacessível e ver-se caracterizado em datilografias vorazes. E a música me ajuda bastante, permite-me afundar em devaneios ilógicos da literatura. A partir das escolhas corretas, do volume distante e do ambiente ideal é possível transcender ao combinar as duas sensações. É por isso que inauguramos hoje a nova seção do blog: Symphonia – músicas simplisinhas que podem agradar a leitura ou qualquer momento do dia; para fazer de trilha sonora as aventuras que você está prestes a encontrar.

sábado, 16 de junho de 2012

Elementar, meu caro espectador.

Por Arthur Franco

Alguns dos melhores livros que já li vêm da Inglaterra. O ambiente britânico, a culinária, a psicologia dos personagens, tudo parece culminar numa literatura exima, mágica e altamente cativante. E aparentemente os seriados oriundos desse país seguem o mesmo critério de produção.

Desde 2010 passei a acompanhar uma série inglesa que traz como personagem principal o detetive britânico mais famoso do mundo literário (dividindo esse posto talvez com Hercule Poirot): Sherlock Holmes.

Criação do célebre Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes, teve a sua estréia no livro Um Estudo em Vermelho, publicado no fim do século XIX. O detetive ficou famoso pelo seu método dedutivo e lógico e pela resolução dos casos mais impossíveis, sendo protagonista de quatro romances e de mais de 50 contos. Sua fama é indiscutivelmente proporcional a sua inteligência e o personagem já foi objeto de diversos filmes. Mesmo pouco tempo depois da sua criação, o detetive já possuía uma legião de fãs. Prova disso foi a quantidade de cartas que Conan Doyle recebeu quando decidiu matar Sherlock em um dos contos.  

A série supracitada recebeu o nome de Sherlock e estreou na metade de 2010. Com Benedict Cumberbatch como Sherlock e Martin Freeman como Dr. Watson, a produção retrata o detetive nos dias atuais, mas ainda vivendo em Londres e solucionando casos improváveis com a sua brilhante mente. Com apenas duas temporadas, que juntas somam seis episódios (de uma hora e meia cada), a série se baseia essencialmente nos escritos de Conan Doyle. Dois dos romances protagonizados pro Sherlock já ganharam episódios: Um Estudo em Vermelho e O Cão dos Baskervilles.


Com uma produção excelente e a interpretação de um Sherlock meticuloso e adequado, a série consegue tanto evocar o clima de mistério e inexplicável presente nas brochuras quanto a arrogante personalidade de Sherlock. Um prato cheio para quem gosta do detetive.

Curiosidade: a frase “Elementar, meu caro Watson”, nunca foi proferida por Sherlock Holmes em nenhum dos romances nem dos contos. A sentença aparece um filme de 1929 intitulado O Retorno de Sherlock Holmes e depois disso caiu no vocábulo popular. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Eros: o deus do amor.


Por Carlos Gabriel F.

Em época de modernidade líquida, onde tudo se esvai em incoerência e falta de permanência, o mais importante, talvez, seja entender os sentimentos, suas origens filosóficas e o que se transmite no âmago humano – as suas conexões e por que mágoas se tornam lúcidas em tão rápidos momentos. Auto-ajudas não me agradam: suas formas editoriais de me sucumbirem à felicidade alheia não me condiz, de me ditarem passos a seguir adiante para evitar o sofrimento hodierno não me afaga. Na necessidade de escolha e no vislumbre necessário de entender, voltei-me ao passado: não para tomar um anacronismo, mas porque acredito que na Grécia Antiga se encontra tantas repostas para as vivências diárias contemporâneas.

Acabei-me por ver em mãos com um livro barato, com o título “O Banquete”, de Platão. Tão falado e respeitado Platão. O livro de bolso com poucas noventa e seis páginas trama um diálogo entre o autor e outros sete interlocutores – que são: Fedro, Pausânias, Erixímaco, Aristófanes, Agaton, Sócrates e Alcibíades –, em uma discussão acerca de Eros – “Seria Eros o deus mais novo ou mais velho? Traz ele em si a dualidade do nobre ou do vulgar? Ou seria elemento de equilíbrio? Temos metades a que buscamos incessantemente? E a função social do amor? Se há, qual seria?”.

“O Banquete” é uma sincera conversa entre consciência e caminhos trilhados durante uma vida. As metáforas gregas, os entendimentos do deus Eros, contribuem não apenas para a formação romântica de uma pessoa, mas também o amadurecimento de uma ideia: é um tributo literário a fim de distinguir os diferentes sentimentos e suas verdadeiras essências. A filosofia distribuída me dá calafrios, faz-me chegar à um patamar de conhecimento que alguns livros, com suas ideologias marcante, não me permitiriam apreciar. 

Quando lhes acontece encontrar sua outra metade, sentem-se de tal maneira ligados pelas afinidades de simpatia e do amor, porque não é a lascívia que os leva assim comprazer-se na vida em comum. É evidente que suas almas aspiram a alguma outra coisa que não se pode traduzir em palavras, mas que se adivinha e dá a entender.”

terça-feira, 12 de junho de 2012

O mago da literatura.

Por Arthur Franco

Ás vezes, na nossa trajetória literária, nos deparamos com um gênio, capaz que criar na nossa mente a melhor fantasia, aquela na qual ainda vivemos um pouco depois de fechar o livro.

Na minha passagem pela literatura já me deparei com vários gênios, mas C. S. Lewis foi um dos que mais me fez crer no seu mundo de ficção.

Em 7 crônicas, Lewis fez um mundo, o seu mundo de fantasia, mas que cria uma pequena Nárnia no coração de cada um que lê a sua obra.  As crônicas foram 7, mas as horas de entretenimento e felicidade com a mitologia de Nárnia foram muitas.

A minha crônica preferida não é nenhuma daquelas que ganhou a adaptação da Disney. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Príncipe Caspian  e A Viagem do Peregrino da Alvorada foram muito bem adaptadas para o cinema e constituem crônica incríveis, mas a minha predileta continua sendo O Sobrinho do Mago.


A sexta crônica escrita pro Lewis (sucedida apenas por A Última Batalha) é a primeira na ordem de leitura.  Aqui encontramos a criação de Nárnia por Aslam, que através da sua voz cria tudo e todos no país fictício. Temos Digory Kirke e Polly Plummer, dois amigos que acidentalmente vão parar em Nárnia e libertam a Feiticeira Branca. Também descobrimos a origem do guarda-roupas utilizado pelos irmãos Pevensie para chegar a Nárnia em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.  O mais curioso dessa crônica talvez seja descobrir como surgiu o lampião do Ermo do Lampião.

C. S. Lewis criou uma mitologia imensa, com personagens cativantes e dignos de nossa admiração e fidelidade. Foi certamente um mago na escrita, capaz de nos transportar para um universo paralelo através das palavras.

domingo, 10 de junho de 2012

Reunindo amores.

Por Carlos Gabriel F.

Depois dos livros, provavelmente meu segundo romance seja a sétima arte. Sentar em uma cadeira de cinema vazio, esperar pelo começo das cenas, para então cair em uma felicidade imagética tão sobrenatural. Gosto de como alguns diretores conseguem colocar em sua essência verborrágica aquilo que transcende em mim: características que eu imaginava existentes apenas no meu âmago, ali, representadas, na tela que alguma hora se  dá por finalizada.

E quando estes dois pares românticos se unem, o filme e o o livro, fico em êxtase.


É isso que David Gilmour faz em “O Clube do Filme”. A história, verdadeira, perpassa seus tempos difíceis sem um emprego fixo e com problemas de educar o filho de quinze anos, que parece cada vez mais diante a falência — o garoto não gosta de ir a escola e tem reprovado em todas as matérias. É aí que surge a aposta de um pai aflito que necessita ver o filho em outro caminho. O acordo é concretizado quando o  garoto não necessitaria mais ir a escola se assistisse, durante a semana, três filmes.

A diferente aposta resulta no livro de David. A brochura nada mais é do que a narração do crescimento de enlaço entre pai e filho; da necessidade de encontrar outros meios para educar àqueles que porventura mais amamos. Namorei “O Clube do Filme” em diversas vezes, mas só tive oportunidade de lê-lo recentemente e fiquei encantado com a artimanha do autor de conseguir descrever criticamente o melhor (e o pior) do cinema mundial: desde “Amor à queima roupa” até “Bonequinha de luxo”, “O nome do jogo” e “O iluminado”.

O entremeio de David, a tentativa de se dar bem diante a sua prole, é construída de forma marcante, ressalvando com sinceridade como é difícil crescer, adquirir responsabilidades; como películas podem tramar um importante papel na vida nostálgica do ser humano e como ver o filho crescer é se despedir diariamente de fases que ficam presas no passado.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Revenge.


Por Arthur Franco

Uma mulher vai para a prisão após ser enganada por um homem  e depois de muitos anos se vinga. Pode parecer o enredo de uma série ou de uma novela, mas é mesmo um livro de Sidney Sheldon.

A obra em questão hoje é Se Houver Amanhã, de 1986. A narrativa traz Tracy Whitney, mulher que parecia ter tudo na vida: um noivo rico, carinhoso e de boa posição social; um ótimo emprego e um filho a caminho. Mas sua sorte muda quando sua mãe, enganada por um golpista da máfia, comete suicídio. Tracy, querendo vingar a morte da mãe, se vê em uma cilada criada pelo mafioso Anthony Orsatti e acaba indo para a cadeia. Seu noivo a abandona, com medo de que seu nome fique sujo.


A prisão é um lugar violento e só inflama em Tracy o desejo de vingança. Após ser violentada e perder o filho, ela faz de tudo para sair do inferno que é a Penitenciária Meridional de Lousiana para Mulheres. Após conseguir que sua pena seja reduzida, ela vai em busca da tão desejada vingança contra aqueles que a colocaram na cadeia. O final do livro contém uma reviravolta, uma diferenciação na vida de Tracy que traz um fechamento não esperado pelo leitor. 

Como em outros livros de Sheldon, temos a presença constante de mulheres e uma grande decepção/tragédia. Esse é sempre o elemento chave para transformação das protagonistas em verdadeiras guerreiras que clamam pela vida que desejam. Um livro ligeiro, fácil de ler e que a cada virar de página desejamos saber o que vem a seguir. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Definição de "ansiedade".


Por Carlos  Gabriel F.

Esperamos tanto por uma nova publicação de nosso autor preferido que nossas pernas se tornam líquidas quando a esperança pela nova leitura se torna lúcida. Festejamos de pés doloridos pela nova degustação (que seja rápida e dure o tempo suficiente para se tornar inesquecível!) literária a ser feita. Almejamos com a alma pelo desconhecido que salivamos por tanto tempo pelo inesperado. O novo livro de Carlos Ruiz Zafón chegou recentemente ao Brasil e mal posso esperar para visualizá-lo em contato com minha epiderme.


O Prisioneiro do Céu” traz ao lume os protagonistas do primeiro da série, “A Sombra do Vento” (2001) – com o patamar de treze milhões de exemplares vendidos –, Daniel Sempere e seu fiel amigo Fermín. A história, que tem sua gênese um ano após o casamento de Daniel e Bea, começa quando um desconhecido adentra na livraria da família e anseia por adquirir a brochura mais cara do local: “O conde Montecristo”, mantido trancada sob uma cúpula de vidro. 

O mistério sui generis de Zafón começa quando o homem deixa uma dedicatória nas páginas do livro à Fermín, “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”. Dá-se, então, um ponto de partida que promete convergir os mundos de “O Jogo do Anjo” (2008) e “A Sombra do Vento”. Daniel e Fermín lutarão contra a revelação de um segredo que é mantido na cidade há mais de duas décadas, no coração da cidade. A história vaga desesperada em sentido àquilo que os personagens mais temem: as sombras que crescem dentro de si próprios.

O modo único de Zafón aparece mais uma vez aqui com a promessa de unicidade emocional. Comprei o livro em uma loja on-line ainda esta semana e espero na ansiedade de cativação – que já se tornara absoluta em minha dignidade de motivação. A história já me parece tão formulada que a valorização com cinco estrelas é quase que certeira. Que seja assim feita nossa vontade.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Por favor, leia.


Por Arthur Franco

- Paulo Coelho? Só sabe escrever auto-ajuda. E nem sabe escrever direito.
- Mas você já leu algum livro dele?
-Bem, não...

Essa é uma situação que qualquer leitor já deve estar habituado. Quantas vezes você já ouviu alguém falar que um livro/autor é ruim sem ao menos ter lido a primeira palavra?

Uso aqui o exemplo de Paulo Coelho, entre milhares de outros, porque o autor parece ser preferência nacional de crítica, principalmente pela parte daqueles que nunca leram nenhuma página dos seus livros.

Chegamos a um ponto que Machado de Assis é chato demais, Stephenie Meyer não sabe escrever, Dan Brown é mentiroso, Dostoievski escreve muito complicado.  Nunca tivemos tanto acesso à literatura, seja ela online ou física, e nunca criticamos e comentamos tanto. Ótimo, quanto mais lemos, melhor; e quanto maior e ampla a discussão das obras literárias, melhores pessoas nos tornamos.  O problema é quando pessoas trazem comentários falsos sobre livros, opiniões roubadas de outros leitores, tiradas do facebook ou de um review no jornal.

Antes de compartilhar uma opinião alheia sobre uma obra, tente lê-la. Se não o fizer, tente ao menos folheá-la, ler alguns trechos. Cada pessoa, inserida no seu universo simbólico, com as suas regras e preferências, lê cada livro de um jeito. A mesma pessoa que acha Eça de Queirós irritante pode achar Mário de Andrade o melhor escritor do mundo. E você, que não gosta de best-sellers, pode achar George R. R. Martin fascinante. 

sábado, 2 de junho de 2012

Devaneio medieval.

Por Carlos Gabriel F.

Gosto do medievo, daquilo que me transporta para a idade das trevas e me faz protagonista de ideias que não por mim foram concebidas. Gosto da medievalidade e de como seus costumes culturais eram de absoluta diferença desta contemporaneidade na qual sobrevivemos. Admiro aquelas construções de pedras acinzentadas com bandeiras na haste decorativa, arquitetura aconchegante, e janelas para o oceano que vaga pelo infinito. De todas narrações, prefiro a dos reis e rainhas, das guerras de elmo prateado e um guerreiro em despedida de sua querida amada. Gosto tanto das tragédias e das mulheres que lutavam pelo feminismo mesmo em tempos difíceis de escolhas. E ninguém melhor para nos conduzir através destas tramas do que Ken Follett e algumas de suas publicações expansivas. "Os Pilares da Terra" e "Mundo Sem Fim" me levaram através de suas histórias belas e me fizeram de experimento no campo medieval: vi-me apaixonado pela primeira vez pelo processo histórico - que muitas das vezes é deixado no limbo por outros autores. 


Nos seus condados, os pequenos personagens ganham grandes histórias e edificam-se ao transcendentalismo por meio de suas operações. Caris, Gwenda, Martin e Ralph de seus universos ociosos sem fim, de status sociais tão divergentes, veem-se em igualdade quando observam o inesperado. Viver neste mundo medieval com os personagens faz de nós, leitores devoradores frios, verdadeiros observadores natos de como é possível uma mudança radical - de perseverança na vã possibilidade de que o futuro seja diferente. Gosto do medievo, das semelhanças e possibilidades em trazer para o cotidiano aquilo que é narrado de eras passadas: somos o pretérito, o longínquo, a liberdade de escolha, a literatura plena e fugaz. Ken Follett, meu favorito, sabe fazer desse contexto algo de adoro atual e é ele a minha dica de devaneio para a próxima leitura a ser realizada, a ser conquistada e lida com o coração na mão e cabeça nas nuvens pela percepção de um sonho histórico já passado. (Ou até mesmo para presentear no dia dos namorados!)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Sobre a noite escura.


Por Arthur Franco

O brilho nos olhos. É assim que, desde o início dos tempos, as pessoas reconhecem a sua Outra Parte. Mas Brida não procura encontrar a sua Outra Parte. Quer ser uma feiticeira, saber os segredos da magia, dominar os poderes ocultos. Decidida, crédula, insistente, essa é Brida, protagonista do livro homônimo de Paulo Coelho.

Brida tem apenas 21 anos, mas já deseja conhecer o mundo invisível, o universo místico que nos cerca.  Sua busca se inicia com o Mago de Folk, um mestre na Tradição do Sol, que explica tudo pelas manifestações divinas na natureza. Mas é com Wicca, uma feiticeira da Tradição da Lua, que Brida descobre o seu papel como bruxa, o seu destino nos conhecimentos da Sabedoria e do Tempo.

Paulo Coelho imerge-nos em um mundo mágico, de revelações das Tradições e da iniciação de uma jovem bruxa. Ensina-nos sobre a Outra Parte, a nossa distinta metade que se separou quando viemos a essa realidade. Mostra-nos sobre a Noite Escura, nos vacilos da Fé e de como devemos persistir e não nos acomodarmos, mesmo quando tudo incida o fracasso e o erro. Mais do que um livro de misticismo, tradições e auto-ajuda (como Paulo Coelho é denominado pela grande parte da população), é uma obra de introspecção e dúvida, das incertezas e confusões que fazem parte da nossa existência.

“- Então de que vale procurar? - perguntou ela.
- Não procuramos. Aceitamos, e então a vida passa a ser muito mais intensa e mais brilhante, porque entendemos que cada passo nosso, em todos os muitos da vida, tem um significado maior do que nós mesmos. Entendemos que, em algum lugar do tempo e do espaço, esta pergunta está respondida. Entendemos que existe um motivo para estarmos aqui, e isso basta.”

terça-feira, 29 de maio de 2012

A fagulha.

Por Carlos Gabriel F.

Retomo em algumas palavras o que comecei a datilografar nos primórdios de abril ao assistir no cinema os aclamados “Jogos Vorazes” e, num momento posterior, comparar ao livro de autoria de Suzanne Collins. Na continuação da trilogia, “Em chamas”, Suzanne continua com sua literatura de rápida comoção e poeticidade beirando o precipício do nulo (Tolkien rodopia vendo estrelas no caixão). Neste patamar continuamos com Katniss e suas deveras complicações que, de rápidas soluções, não perduram aos cosmos para gerar uma ansiedade fria no estômago do leitor.

É verdade, digo logo a priori, este segundo livro me deixou decepcionado por vias até o caminho tomado em sua metade existencial. O modo como não acontece nada na rapidez das palavras de Suzanne (paradoxal, não?!), por vezes, me deixava magoado em quesito de expectativas quando ela poderia edificar mais ocasiões do que meras visitas em outros distritos. Deixo aqui para escrever esta mera sinopse subjetiva dantes o término absoluto do livro, pois desejo me ver independente deste por não vociferar em palavras maiúsculas o desfecho da brochura.

Suzanne continua com a sua crítica da sociedade e modos de vida. Aqui ela traz Katniss, represália e sofrendo as consequências de ter atacado a Capital nos , sabendo que aqueles que a mais te cativaram são os que mais sofrem o perigo iminente. A cada vinte e cinco anos de jogos acontece o Massacre Quaternário, como uma comemoração pela reputação do que vem sendo impregnado nesta sociedade futurística sombria — e é neste contexto que se passa a o segundo livro. Katniss e Peeta veem-se, mais uma vez, diante a necessidade inesperada de proteger suas próprias vidas em um governo autoritário.

É nesta história de massacre que Katniss enfrentará, nas palavras de Suzanne, outros oponentes — não apenas mais físicos, mas também que a observam mesmo em distância. Com seus mais devores aliados, a personagem tenta tramar e descobrir como sobreviver diante o Presidente de Panem, Snow, e a descoberta de que um antigo distrito pode ainda existir, mesmo com informações contrárias divulgadas pela Capital. Mas, afinal, Em Chamas” não deixa de ter seu encanto, confesso; entretanto, a continuação de sua loquacidade verborrágica sem muitos pormenores ou detalhismos, enquanto delonga a emergir do tédio, me impede, por ora, de acreditar que a leitura seja de fato espetacular como bem me diziam. Continuemos com seu final para desvendar o já esperado.

(30/05)  P.s.: acredito que seja necessário um acréscimo após o término da leitura realizada — os dois últimos capítulos são surpreendentes e transformam o caminho tomado para o próximo livro!

sábado, 26 de maio de 2012

"Que, então, isto é tudo o que significa estar vivo: estar preparado para morrer."

Por Carlos Gabriel F.

Eu gosto de acariciar livros e suas páginas amareladas. Gosto de passar os dedos nos volumes e suas peripécias existenciais em formato de brochura; gosto de desfilar a epiderme pelas diferentes texturas assim como quem adora andar na rua cabisbaixo a trilhar um caminho meio a grades de edificações antigas. Gosto, amo, e, por vezes, vivo para isso. Descubro histórias na imaginação destinatária filosófica de que meus dedos encontrem algo que me seja encaixado no plausível.


Foi assim que me descobri com “A única certeza da vida é que um dia você vai morrer” entre as palmas, devorando algumas páginas e amargurando algumas lágrimas a não serem soltas com o primeiro trecho disponível. No meu chorar involuntário desejei em ardência que aquele livro fosse meu. David Shields (que belo sobrenome em uma tradução literal e solúvel para o português), que dedica ao seu pai de noventa e sete anos sua singela história, narrada em uma raiva tão grandiosa do simples existir, é um ensaio sobre nossa condição biológica. David aprofunda no seu âmago, no seu subjetivo, a fim de demonstrar a exploração de nossa existência. 

Ao nos levar em uma linha cronológica de três gerações, aprofundamo-nos na nossa própria história, que, se vista de perto, bem de pertinho, é tão brilhante e original — e é nesta brevidade ilustre que o autor quer se afogar para conseguir relatar sua experiência; uma autobiografia de seu próprio corpo de cinquenta e um anos, tangente da transitoriedade frágil de uma realidade mesquinha ideologicamente dividida. David faz em sua brochura uma investigação daquilo que parece ser tão simples: a vida. Contemplamos a rapidez  da vivência de sua história enquanto nós, igualmente inaceitáveis mortais, rimos, choramos, mu-da-mos de acordo com os acontecimentos historicamente demonstrados. Encaixamo-nos no lócus da leitura e observamo-nos a vagar na insanidade do viver com a única certeza de que um dia morreremos.

“Esta é a minha pesquisa; isto é o que sei agora: os fatos cruéis da existência, a fragilidade e a transitoriedade da vida em sua nua realidade corpórea; os seres humanos como animais desolados e divididos; a beleza e o sentimento que existem no meu corpo, no corpo dele e no de todo mundo igualmente.
Parece que estou sempre dizendo: aceite a morte. 
E a resposta dele, inteiramente compreensível, é: aceite a vida.”

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Around Europe.


Por Arthur Franco 

Com a minha mudança para Portugal, pedi um presente para os meus amigos que me fosse útil nessa nova fase da vida. Já havia revirado as livrarias e finalmente encontrei o presente certo, o Guia Visual: Folha de São Paulo: Europa.


O guia, nas suas quase 800 páginas, traz informações turísticas de 20 países europeus. Cada seção conta com uma pequena introdução, situando-o historicamente e mostrando aspectos como língua, cultura e religião. A praticidade da obra reside nas ilustrações, no detalhamento das atrações turísticas e nos diversos mapas, tantos do país quanto das cidades. As localidades mais atrativas têm um roteiro que pode ser seguido, passando por igrejas, museus, bares entre outros lugares.

Além disso, para cada ponto turístico citado no guia existem informações para ajudar na hora de programar a viagem. Elementos como descrição, preços, horário de funcionamento e como chegar estão presentes ao lado de cada atração. E no final de cada seção temos indicações de hotéis, bares e restaurantes, com diversas opções de preço. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

O melhor presente, sempre.


Por Arthur Franco

Na maioria das vezes que precisamos presentear alguém, ficamos na dúvida de qual é o presente ideal. Sempre que alguém vem à mim com essa dúvida, dou o mesmo conselho: dê um livro!

Mas porque um livro? Ao presentear uma pessoa com um livro, estamos dando a chance dela embarcar em um novo universo, em um mundo diferente, de mergulhar no que é descrito na obra e descobrir outros pontos de vista durante a leitura. Além disso, possibilitamos o trabalho da imaginação, uma vez que o leitor utiliza tudo que o viveu e aprendeu para trabalhar o seu universo simbólico e completar a história na sua mente. Na sua imaginação vão ser formados os personagens, os cenários, as descrições e com eles vêm novas idéias e olhares acerca do que vivemos.

Outro ponto positivo é o desenvolvimento da escrita. Sempre ouvi a história de quem lê mais escreve melhor. Você pode não aprender todas as regras de ortografia se ler mais, mas com certeza terá uma maior familiaridade com as palavras e com o modo com que as frases são construídas. Quem lê mais tem um vocabulário amplo e sabe como ordenar as letras para criar algo compreensível e interessante.

Mas quais livros dar? Para crianças, comece com os livros com figuras e aos poucos apresente à criança livros com textos. Aos poucos elas vão pegando o gosto pela leitura e querendo sempre mais livros.

Para os amigos, pergunte o que eles gostam de ler. Se não conseguir, dê um vale-livro de alguma livraria. Assim a escolha fica a cargo do presenteado e você evita dar algo que a pessoa não goste.

Mas independentemente da obra, dê sempre livros. Não precisam ser aqueles considerados clássicos ou intelectuais. Qualquer livro, por mais bobo que pareça, dá chance à pessoa de crescer e aprender coisas novas, ampliando os horizontes e mudando o ambiente ao seu redor.  

domingo, 20 de maio de 2012

Caro Ed.


Por Carlos Gabriel F.

Que você já se deparou com Lemony Snicket em algum ponto da sua vida literária é um fato. Seja depois de ver na Sessão da Tarde o filme “Desventuras em Série” e querer ler todos os livros porque, poxa vida, se o filme parece ser tão legal os livros devem traçar uma perspectiva melhor ainda! E ao se deparar com os livros e saber que, exatamente, são algumas proporções milionésimas melhores que o filme, saiba, com alguma pesquisa on-line de fácil acesso, que o cara por trás do pseudônimo é Daniel Handler

Andando meio às livrarias, desatento por todos, deparei-me com o nome empregado em uma nova brochura de suas lá 400 páginas, com desenhos coloridíssimos e de autoria de Daniel. Que surpresa! Eu que não imaginava o autor em outras demandas orgânicas que não as da história dos irmãos Baudelaire, não acreditava que o escritor tivesse um projeto para o público adulto (e com desenhos!).

Ao chegar em casa, procurando pelo livro de nome datado como “Por isso a gente acabou”, noticiei que fora lançado recentemente no Brasil, no final do mês passado e que fala daquilo que tememos por tanto: finais de relacionamento e as suas angústias e incertezas subsequentes. A trama carregada de tragicomédia retrata a história de Min Green e Ed Slaterton: estudantes que depois de intensas semanas de namoro, acabam-se em lágrimas no término do que antes era perfeito. Depois de muito sofrer, Min resolve entregar ao seu antigo homem uma caixa com objetos significativos para o casal, o que marca o final definitivo de uma história. 

Os desenhos da história foram feitos por Maria Kalman, autora de diversas ilustrações de revistas americanas. As suas pinturas dos objetos na caixa de Min trazem uma incrível dinâmica para a história e faz dela mais interativa ao decorrer do vai-vêm do casal. 

Caro Ed,

Daqui a um segundo você vai ouvir o tump. Na porta da frente, aquela que ninguém usa. Quando ela tocar no chão, vai balançar as dobradiças, porque é pesada e importante, vai ter esse outro barulho junto com o tump, e a Joan vai tirar os olhos de  seja lá o que for que ela estiver cozinhando. Ela vai olhar para a panela de novo, preocupada, porque, se for até a porta para ver o que é, vai cozinhar demais. Eu a vejo franzindo a testa no reflexo do molho borbulhante ou sei lá o quê. Mas ela vai ver, ela vai. Você não vai, Ed. Não veria. Você deve estar no andar de cima, suado, sozinho. Você devia estar tomando banho, mas está de coração partido na cama, eu espero, por isso é a sua irmã, a Joan, que vai abrir a porta mesmo que o tump seja para você. Você nem vai saber o que é nem ouvir o que está sendo jogado na sua porta. Você não vai nem entender por que aconteceu.

O dia está lindo, ensolarado e tudo mais. É daqueles dias em que você acha que tudo vai dar certo etc. Não era o dia para isso, nem para nós, que saímos de 5 de outubro a 12 de novembro. Mas já é dezembro e o céu está claro, assim como tudo agora está claro para mim. Estou contando por que a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Brasil lê.


por Arthur Franco

“Um país se faz com homens e livros". Monteiro Lobato era um cara inteligente. No século XIX já sabia que nenhum país se desenvolve sem cidadãos leitores. Mas quem é esse leitor brasileiro? O que ele lê? O quanto ele lê? Na 3ª edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada em 2011, o Instituto Pró-Livro foi atrás do “leitor brasileiro”, procurando entender em que pé a leitura está no Brasil.

Começo com um dado preocupante. Em 2007 55% da população era considerada “Leitora”, enquanto esse número cai para 50% em 2011. Na era da internet e da facilidade de acesso à informação e à publicações como jornais, livros e revistas, era de se esperar que o número de leitores tivesse aumentado.  

O ponto mais interessante da pesquisa talvez resida nas justificativas dadas para a pergunta “principal razão para estar lendo menos do que já leu”. As respostas foram agrupadas em quatro categorias: Interesse; Dificuldade; Acesso e Não Sabe.

Quando analisamos a categoria Interesse nos deparamos com uma situação já esperada. A justificativa mais utilizada por aqueles que dizem não se interessar é a “falta de tempo”. Tudo bem, o mundo atual exige que estejamos sempre ativos, trabalhando, na correria do dia a dia e com isso não encontramos tempo para a leitura. Mas isso não passa de uma desculpa esfarrapada e preguiçosa.

Um conselho que eu sempre dou a todos que dizem não ter tempo para se dedicar a leitura: tire 10 minutos antes de dormir para ler. Pode ser qualquer coisa: uma revista, uma matéria de um jornal, uma página de um livro.  Não importa o que, mas leia. Com o tempo se acaba criando um costume, uma necessidade de concentrar os olhos em algumas palavras antes de dormir e com isso o hábito da leitura.

Já nas categorias seguintes encontramos situações que barram o desenvolvimento do gosto pela leitura. As limitações físicas da visão, o preço elevado dos livros e o analfabetismo são os principais impedimentos que a população encontra quando.  Isso sim é uma situação justificável, entretanto muitas vezes contornável. Pesquisas como essas são importantes para se entender quem lê no Brasil e como podemos criar políticas de incentivo à leitura que atinjam principalmente as classes com uma renda baixa. Com a ajuda delas é possível criar uma identidade leitora no país e tentar formar uma sociedade com cidadãos informados e conscientes. 

Você pode conferir a pesquisa na integra aqui!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Onde vive a esperança literária.

Por Carlos Gabriel F.

Quem aqui me vê divagando sobre literatura infantil imagina que tenho alguns problemas de desenvolvimento mental ou que me ludibriaram com algo limitado e forjaram-me ao falso conhecimento. Comecei com “Ode às cores esquecidas”, jogando ao cosmo cibernético a minha visão orgânica sob as cores e seus respectivos comportamentos. “Flicts” em suas páginas miúdas me marcara em tamanha voracidade que adquiri mais conhecimento em seus rabiscos coloridos minimalisticamente do que com brochuras de letras milimétricas e de páginas centenárias. Depois me veio a mente a importância do “Pequeno Príncipe” e seu imenso valor semântico para com minha subjetividade.



E só quero voltar neste âmbito novamente por mais um momento oportuno e, apresentar-vos, caso já não seja tão tarde, Maurice Sendak: aquele mesmo que escreveu o livro que foi adaptado aos cinemas e virou aquele filme-que-me-faz-chorar-por-horas, “Onde Vivem Os Monstros” (1963). Ontem completou-se uma semana que Maurice morreu, aos oitenta e três de puro prazer bélico literário. Seus livros trazem a tona valores infantis, que todos sobreviveram e tiveram uma história para contar; com ilustrações de riscos leves, o autor traçava a sua magnitude literária  e exibia ao lume o verdadeiro valor sentimental dos fatos.

O livro de 1963 foi, a priori, banido das livrarias e os professores o odiavam. Demorou-se tento para tornar perceptível à criticidade humanóide de que o livro de Maurice, na verdade, retrata os valores psicológicos personificados de cada sentimento humano: a raiva, o amor, a doçura, a razão, entremeados na alma e psicológico, labirinto complexo de pensamentos e ideologias em formação, de um indivíduo em formação. “Onde Vivem Os Monstros” é, em especial, tanto para mim quanto para um público interessado, uma expressão loquaz de expor metaforicamente o que se passa em um mundo paralelo ao real: daquilo que traz à tona vontades incabíveis e subjetivas.

Happiness isn't always the best way to be happy.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Novidades na estante.


por Arthur Franco

Jaime Oliver já não passa despercebido no ambiente culinário. Autor de diversos livros e reconhecido mundialmente pelo seu programa de TV, o chef também é famoso pela sua preferência por alimentos orgânicos. Em seu novo livro “Trinta Minutos e Pronto: Um Jeito Revolucionário de Preparar Refeições Rápidas e Gostosas”, o cozinheiro apresenta diversas opções como massas, doces, carne, refeições vegetarianas, sempre compostas por um prato principal, acompanhamentos e sobremesas.

  • Editora: Globo
  • Número de páginas: 288
Tradutor: Evelyn Kay Massaro 

A história de Branca de Neve já rendeu dois novos filmes só esse ano e vai também ser o enredo de Branca de Neve e o Caçador. O livro, baseada no filme previsto para estrear dia 1º de julho, traz uma visão sombria e adulta do conto infantil. Nele, a Rainha manda matar Branca de Neve, que logo se tornará a mais bonita do reino. Porém ela não sabe que a garota vem aprendendo a lutar com o caçador enviado para matá-la. 

  • Editora: Jorge Zahar
  • Páginas: 230
  • Autores: Lily Blake, Evan Daugherty, John Lee Hancock, Hossein Amini

sábado, 12 de maio de 2012

1.001 posts antes de morrer.

Por Carlos Gabriel F.

Como em uma necessidade súbita de se consumir, de visualizar tudo corrente a sua existência nessa esfera,  antes de sucumbirmos em uma morte prematura, vemo-nos diante uma busca agoniante de conhecer, seja por experiência ou visualização minimalista de fotografias tomadas rapidamente, do que é condenado por melhor ou de mérito a ser sabido. 

Nasce-se assim estas tal mil e uma maneiras de âmbitos variados, que, se juntas, tornam-se um cosmo tão vasto de conhecimento que opera de forma a constituir uma imensa paleta de cores: sobre filmes, livros, locais,  bebidas, buscas frenéticas de administrar no consciente o que talvez nunca venha a ser degustado subjetivamente de fato. O que (me) move o cognitivo humano são estas relações, mesmo que supérfluas e efêmeras da pós-Modernidade, de ter perfeita faculdade racional diante o que é produzido no globo terrestre. 

E, mais algumas horas em uma livraria, adquiri conhecimento folheando estes tão variados livros. Regozijava-me ter conhecimento de alguns fatos citados e anotar mentalmente sobre outros que porventura me agradariam futuramente. “1.001 Filmes Para Ver Antes de Morrer” e “1.001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”, favoritos, tornaram-se assim motivos para permanecer on-line desvendando coleções que na brochura são descritas de forma fantástica. “1.001 Dias que Abalaram o Mundo”, “1.001 Quadrinhos que Você Deve Ler Antes de Morrer” e, claramente, “1.001 Livros Para Ler Antes de Morrer” traçam uma história daquilo que já foi criado e elaboram; remontam a história a fim de demonstrar desde o mais mundano até o mais criativo perpassado no âmbito humano.



É como se, por fim, relatassem em sinopse o que é existir meio a tanto conhecimento dispersado; é anotar, entre meio tantas possibilidades, o que mais agradar e começar a verificar a veracidade antes de ser datado como falecido.