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quinta-feira, 26 de julho de 2012

"Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais".

Por Carlos Gabriel F.

A frase acima é de um autor renomado e, apesar dos poucos livros, um dos meus favoritos por também saber lidar bem com as palavras: Markus Zusak. O escritor australiano junta suas forças para falar sobre o novo lançamento de John Green, que – preparem os corações para um título surpreendente – é chamado de “A culpa é das estrelas”. A história, simples, é sobre uma menina doente, com os pulmões machucados, nomeada Hazel, que encontra outro menino, também com seu infinito de lágrimas nos olhos, mas simpático e divertido, chamado Augustus Waters. 

“Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.”

Em paridade eles tentam se dar forças para tentar combater suas indefesas. Utilizando uma parte da sinopse oficial, bem diria que “juntos os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas”. “A culpa é das estrelas” é um livro sentimental sobre sentimentos; um modo sincero de demonstrar que, muitas das vezes, a vida é um devaneio complexo de consequências que não conseguimos controlar; um espectro de possibilidades que, ao final, não poderão ser escolhidas porque o tempo é curto demais. 

“Meu livro favorito era, de longe, “Uma aflição imperial”, mas eu não gostava de falar dele. Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como “Uma aflição imperial”, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.”

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Adornos novos de celulose.

Por Carlos Gabriel F
Para atualizar a estante!

Uma nova brochura de Jennifer Egan chega ao mercado brasileiro. A escritora, conhecida pelo seu intraduzível “A Visit From the Goon Squad” (de título “A visita cruel do tempo” em editora nacional), contempla-nos com “O Torreão”. A história, que se passa na Europa Ocidental, levar-nos-á através de um enigmático castelo que sobrevive por centena de anos meio a uma única família. Tudo muda a partir da chegada de Danny, um geek que não se desconecta da esfera virtual. O contexto de surreal e assustador usual da autora se dá por iniciado quando trágicos acidentes aparecem – fazendo de nós, leitores, meros desacreditados da realidade a nós pactuante. 

Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Tradução: Rubens Figueiredo



E se o multiverso fosse possível? E se, olhe bem, todas as teorias da física moderna clamassem por nossa realidade? A teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação – todas elas, coexistindo e possibilitando a ideia de universos paralelos – fossem a explicação para os enigmas cosmológicos? Em “A Realidade Oculta”, Brian Greene – um dos maiores estudiosos da área cosmológica e física das partículas – vem a relatar os seus estudos acerca da fantástica infinitude do universo. O novo livro de Greene promete ser acessível e de fácil compreensão para aqueles que, desde cedo, anseiam pela compreensão misteriosa dos cosmos. 

Editora: Companhia das Letras
Páginas: 456
Tradução: José Viegas Jr.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Definição de "ansiedade".


Por Carlos  Gabriel F.

Esperamos tanto por uma nova publicação de nosso autor preferido que nossas pernas se tornam líquidas quando a esperança pela nova leitura se torna lúcida. Festejamos de pés doloridos pela nova degustação (que seja rápida e dure o tempo suficiente para se tornar inesquecível!) literária a ser feita. Almejamos com a alma pelo desconhecido que salivamos por tanto tempo pelo inesperado. O novo livro de Carlos Ruiz Zafón chegou recentemente ao Brasil e mal posso esperar para visualizá-lo em contato com minha epiderme.


O Prisioneiro do Céu” traz ao lume os protagonistas do primeiro da série, “A Sombra do Vento” (2001) – com o patamar de treze milhões de exemplares vendidos –, Daniel Sempere e seu fiel amigo Fermín. A história, que tem sua gênese um ano após o casamento de Daniel e Bea, começa quando um desconhecido adentra na livraria da família e anseia por adquirir a brochura mais cara do local: “O conde Montecristo”, mantido trancada sob uma cúpula de vidro. 

O mistério sui generis de Zafón começa quando o homem deixa uma dedicatória nas páginas do livro à Fermín, “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”. Dá-se, então, um ponto de partida que promete convergir os mundos de “O Jogo do Anjo” (2008) e “A Sombra do Vento”. Daniel e Fermín lutarão contra a revelação de um segredo que é mantido na cidade há mais de duas décadas, no coração da cidade. A história vaga desesperada em sentido àquilo que os personagens mais temem: as sombras que crescem dentro de si próprios.

O modo único de Zafón aparece mais uma vez aqui com a promessa de unicidade emocional. Comprei o livro em uma loja on-line ainda esta semana e espero na ansiedade de cativação – que já se tornara absoluta em minha dignidade de motivação. A história já me parece tão formulada que a valorização com cinco estrelas é quase que certeira. Que seja assim feita nossa vontade.

domingo, 20 de maio de 2012

Caro Ed.


Por Carlos Gabriel F.

Que você já se deparou com Lemony Snicket em algum ponto da sua vida literária é um fato. Seja depois de ver na Sessão da Tarde o filme “Desventuras em Série” e querer ler todos os livros porque, poxa vida, se o filme parece ser tão legal os livros devem traçar uma perspectiva melhor ainda! E ao se deparar com os livros e saber que, exatamente, são algumas proporções milionésimas melhores que o filme, saiba, com alguma pesquisa on-line de fácil acesso, que o cara por trás do pseudônimo é Daniel Handler

Andando meio às livrarias, desatento por todos, deparei-me com o nome empregado em uma nova brochura de suas lá 400 páginas, com desenhos coloridíssimos e de autoria de Daniel. Que surpresa! Eu que não imaginava o autor em outras demandas orgânicas que não as da história dos irmãos Baudelaire, não acreditava que o escritor tivesse um projeto para o público adulto (e com desenhos!).

Ao chegar em casa, procurando pelo livro de nome datado como “Por isso a gente acabou”, noticiei que fora lançado recentemente no Brasil, no final do mês passado e que fala daquilo que tememos por tanto: finais de relacionamento e as suas angústias e incertezas subsequentes. A trama carregada de tragicomédia retrata a história de Min Green e Ed Slaterton: estudantes que depois de intensas semanas de namoro, acabam-se em lágrimas no término do que antes era perfeito. Depois de muito sofrer, Min resolve entregar ao seu antigo homem uma caixa com objetos significativos para o casal, o que marca o final definitivo de uma história. 

Os desenhos da história foram feitos por Maria Kalman, autora de diversas ilustrações de revistas americanas. As suas pinturas dos objetos na caixa de Min trazem uma incrível dinâmica para a história e faz dela mais interativa ao decorrer do vai-vêm do casal. 

Caro Ed,

Daqui a um segundo você vai ouvir o tump. Na porta da frente, aquela que ninguém usa. Quando ela tocar no chão, vai balançar as dobradiças, porque é pesada e importante, vai ter esse outro barulho junto com o tump, e a Joan vai tirar os olhos de  seja lá o que for que ela estiver cozinhando. Ela vai olhar para a panela de novo, preocupada, porque, se for até a porta para ver o que é, vai cozinhar demais. Eu a vejo franzindo a testa no reflexo do molho borbulhante ou sei lá o quê. Mas ela vai ver, ela vai. Você não vai, Ed. Não veria. Você deve estar no andar de cima, suado, sozinho. Você devia estar tomando banho, mas está de coração partido na cama, eu espero, por isso é a sua irmã, a Joan, que vai abrir a porta mesmo que o tump seja para você. Você nem vai saber o que é nem ouvir o que está sendo jogado na sua porta. Você não vai nem entender por que aconteceu.

O dia está lindo, ensolarado e tudo mais. É daqueles dias em que você acha que tudo vai dar certo etc. Não era o dia para isso, nem para nós, que saímos de 5 de outubro a 12 de novembro. Mas já é dezembro e o céu está claro, assim como tudo agora está claro para mim. Estou contando por que a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Novidades na estante.


por Arthur Franco

Jaime Oliver já não passa despercebido no ambiente culinário. Autor de diversos livros e reconhecido mundialmente pelo seu programa de TV, o chef também é famoso pela sua preferência por alimentos orgânicos. Em seu novo livro “Trinta Minutos e Pronto: Um Jeito Revolucionário de Preparar Refeições Rápidas e Gostosas”, o cozinheiro apresenta diversas opções como massas, doces, carne, refeições vegetarianas, sempre compostas por um prato principal, acompanhamentos e sobremesas.

  • Editora: Globo
  • Número de páginas: 288
Tradutor: Evelyn Kay Massaro 

A história de Branca de Neve já rendeu dois novos filmes só esse ano e vai também ser o enredo de Branca de Neve e o Caçador. O livro, baseada no filme previsto para estrear dia 1º de julho, traz uma visão sombria e adulta do conto infantil. Nele, a Rainha manda matar Branca de Neve, que logo se tornará a mais bonita do reino. Porém ela não sabe que a garota vem aprendendo a lutar com o caçador enviado para matá-la. 

  • Editora: Jorge Zahar
  • Páginas: 230
  • Autores: Lily Blake, Evan Daugherty, John Lee Hancock, Hossein Amini

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Novidades na estante.


Por Arthur Franco

O Santo Sudário talvez seja a relíquia mais enigmática e misteriosa do cristianismo.  A peça de linho com o rosto de um homem é alvo investigação por parte de muitos cientistas e muito já se foi falado sobre a veracidade do artefato. Esse é o tema do livro O Sinal: O Santo Sudário e o Segredo da Ressurreição, de Thomas De Wesselow. Depois de anos de pesquisas, análises, conversas com cientistas e estudo dos Evangelhos, o historiador da arte lança um livro que procura entender porque as pessoas acreditavam em Jesus e qual foi o papel do Santo Sudário nesse processo. Thomas leva o leitor em uma viagem pela história da religião e revela uma informação espantosa sobre a ressurreição de Jesus Cristo.

Editora: Companhia das Letras
Páginas: 512
Tradutores: Denise Bottmann, Donaldson M. Garschagen e Berilo Vargas

Depois do sucesso de Ágape, o Padre Marcelo Rossi vem com outro lançamento que pretende ter o mesmo sucesso do anterior. Agapinho: Ágape Para Crianças é uma obra que procura desenvolver o gosto pela leitura nas crianças, ao mesmo tempo em que trata de questões cristãs, como bondade, perdão, confiança e justiça. Com trechos dos Evangelhos, o autor segue na mesma linha de Ágape, que atingiu a marca de 7,6 milhões de exemplares vendidos, e busca  desenvolver o sentido de fé e oração nas crianças, colocando no final de cada capítulo uma oração direcionada aos pequeninos.

Editora: Globo
Páginas: 88

terça-feira, 10 de abril de 2012

Odorífero de excertos recentes.


Falemos sobre a nossa necessidade-quase-que-existencial de ter na estante novos livros para imergir em dias de histórias bem contadas e relatos de dias melhores.

Chega amanhã nas livrarias brasileiras o novo (e primeiro!) livro de Van Curtt (pseudônimo para o mineiro Dener Camilo), “Tabuleiro”. A brochura retrata um thriller psicológico em que vem a metaforizar o efeito causa e consequência na trama social em que hoje vivemos – onde o ato de apenas um sujeito respinga sobre uma gama desconhecidos “sociais”. A fábula romântica de Van Curtt narra preconceitos e figura ações que por vezes datamos como usual. No livro, um cidadão albino é acusado de matar uma série de sujeitos, incluindo uma mulher que o prejudicara com chacotas e sua primeira confidente. A sua incriminação refletirá na eleição governamental da época narrativa, de modo que a sua pequena ação, ainda não confirmada e muito das vezes estendida pela mídia, irá decair em um tabuleiro de jogos políticos, encobrindo disputas internas e vinculada à uma grande fome de vingança. 

Editora: Novo Século
Páginas: 536


Em noites drogues de insônia que Tony Judt escrevera seu último livro, “O Chalé da Memória”. Já no seu leito de morte, o historiador traçou, sem anseios ou desejos de publicação antecipada, um retrospecto ao seu passado glorioso, onde nos vemos-nos mais diversos continentes e experimentando uma imensa gama de perspectivas. Presenciamos uma Londres em período de pós-guerra, a vivência desilusória com a utopia de kibutzim e até a época de Maio de 68. O autor traça suas histórias ao longo dos tempos e as relaciona com as mais diversas correntes sócio-filosóficas, em que recorre ao marxismo, fascismo, sionismo para elucidar seus entendimentos. Como em um chalé reconfortante e imerso em afeto, Judt vivencia novamente sua conturbada história, traçada com política e aventuras. 

Editora: Objetiva
Páginas: 224
Tradutor: Celso Nogueira

domingo, 25 de março de 2012

Sobre conquistas, necessidades e romances.


Acompanhem-me e anotem os seus novos desejos (consumistas) literários!

Garotas Perdidas” é quase que como um “A Volta ao Mundo em 80 Dias” contemporâneo. É assim que Jennifer Baggett, Holly C. Corbett e Amanda Pressner iniciam, frente a um lugar inusitado, as Cataratas do Iguaçu, uma nova empreitada. É ali, naquele local circundado de tanta magia natural, que as amigas decidem deixar para trás suas conquistas e perder-se em um devaneio – uma viagem na circunferência do mundo. Baseando-se na experiência das três autoras, contatamos aqui a história de três mulheres que ansiavam pelo novo, mesmo que isso trouxesse consequências para seus relacionamentos amorosos e lócus operacional. A cada capítulo há de se deparar com uma nova aventura, de modo a inspirar os leitores com os diversos lugares descritos e belas imagens formadas na consciência humana. “Garotas Perdidas” é uma história de reconquistas e percas. 

Editora: Rocco
Páginas: 544


Ele nada por necessidade. Ela por mero hobby. Com suas pinceladas que viajam pela paleta de cores entre o anil até o verde escuro, Bastien Vivès narra uma bela história lírica, seja com sua arte da escrita ou dos desenhos. O garoto, anônimo no meio de desconhecidos, vê-se apaixonado por essa doce menina, que modo ou outro lhe ajudava nos momentos da natação na piscina pública. Ele com escoliose e ela com a distração. “O Gosto do Cloro” retrata a introspecção marcante de um personagem que se relaciona com o inesperado e com o indeterminado – a pura história de laços que traçamos casualmente ao longo da vida, acompanhado por um cenário lisérgico de minimalismo, onde nos vemos inseridos e representados. “O amor não pode ser resumido em palavras”.

Editora: Barba Negra - Leya
Páginas: 144



“Eu deveria estar de luto, não me apaixonando”. É assim que Lennie Walker se descreve após a morte abrupta de sua irmã, Bailey. Em “O céu está em todo lugar”, de Jandy Nelson, lemos a história de superação daquela que tinha no centro de sua vida um relacionamento fraternal com quem lhe era mais próxima. Já bem dizia aquele poeta: o tempo não irá parar enquanto consertamos nossas feridas. A partir do momento que seus amigos seguiam em frente, Lennie via-se cada vez mais distante daquela realidade e do mundo em que outrora pertencia. Em seu ponto de fuga encontram-se seus dois amores, um que a tira da tristeza e outro que a consola. Nossa personagem principal trabalha para encontrar o seu ponto de equilíbrio na sua vida, que parece tanto estar desolada. 

Editora: Novo Conceito
Páginas: 424


sexta-feira, 9 de março de 2012

Cheiro de páginas novas.

Por Carlos Gabriel F.

Afinal, ninguém vive de anacronismo em tempo integral de vivência literária. Atualizemos nossas estantes:

O “Circo da Noite” propõe-se a iniciar a mágica onde antes não havia nada. É com as tendas listradas de preto e branco que o espetáculo pretende se residir no mais insípido local, onde no seu interior jazem as mais diversas coreografias que de imediato conquistam uma plateia de inúmeros aventureiros: seja de alma ou coração. Vê-se diante de um Labirinto de Nuvens, um Jardim de Gelo e, sobretudo, uma bela contorcionista tatuada a se esgueirar pelas células do próprio corpo a fim de se encaixar nos locais mais inacreditáveis. Não há de se imaginar, entretanto, que por detrás de todo o perceptível, existe um casal que, desde a mais tenra infância, são treinados para o duelo mortífero no qual apenas um sobreviverá. Celia e Marco são os destinados à luta eterna, seja ela física ou romântica. É no meio do encanto e da fascinação que reside o mais novo lançamento de Erin Morgenstern, que está sendo considerado como o Romeu e Julieta da nova era. 

Editora: Intrínseca
Tradução: Claudio Carina
Páginas: 368


Outro lançamento que me chamara a atenção foi a nova brochura de Nádia São Paulo, “O Mistério da Casa na Praia”. É sobre uma família que gosta de mudanças, suas expectativas e consequências. Elizabete, Eduardo e Ana Julia anseiam pela descoberta do inesperado, pela vivência daquilo que, porventura, não tomariam como imaginários seus. O imprevisto da nova casa no belo balneário em Guarapari eram as aparições sobrenaturais, que os levarão ao mistério que circunda toda a história do local. A estória de Nádia promete levar os leitores à ápices de suspense com a trama da família, que pode desembocar na sanidade mental de Elizabete até por em risco a vida da ainda jovem Ana Julia.


Editora: Novo Século
Páginas: 224







Imagine-se reencarnado em um rinoceronte com a consciência do que havia acontecido contigo em vidas passadas; não apenas lapsos de memórias atrasadas ou vivências desesperadas, mas o rolo completo daquilo que sobrevivera enquanto humano numa década retrasada. A ideia ousada é de Catherine Clément, em “Dez Mil Guitarras”. Um brâmane morre em Bengala, na Índia, e é na África que vem a iniciar novamente a sua vida. Quando já acostumado com a sua rotina de lamas e barrancos, o rinoceronte é capturado e levado para Portugal, em um exato reino prestes a entrar em dias de azar. Ao longo da trama, lemos a narração daquilo que o animal – e por que não, alma aprisionada de homem antepassado – escuta e vê, de modo que o livro de Catherine traça uma longa via através dos acontecimentos mundiais, levando-nos desde René Descartes até a rainha Catarina, na Suécia. Aprendemos, sobretudo, por meio da brochura, sobre história política, viajamos nos séculos XVI e XVII. 


Editora: Companhia das Letras
Tradução: Eduardo Brandão
Páginas: 352




domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pronto para jogar?


Por Arthur Franco

Em Jogador Nº 1, de Ernest Cline, o ano já é 2044. Os humanos preferem passar todo o seu tempo livre no Oasis, uma espécie de vídeo game, do que enfrentar o mundo real. No Oasis, é possível ir a qualquer lugar, viver em qualquer um dos planetas, se apaixonar, ter a vida que sempre se sonhou: mas tudo isso virtualmente. 


Mas esse mundo virtual esconde um segredo. Seu criador deixou um prêmio, uma enorme fortuna para aqueles que conseguirem desvendar os enigmas contidos nessa “realidade alternativa”.  Os enigmas são baseados em uma época que o criador do Oasis adorava: o fim do século XX. A cultura pop desse tempo é a chave para resolver esse quebra-cabeça e ganhar o prêmio. 

Para sua sorte (ou não), Wade Watts consegue resolver o enigma e agora vai ter de competir com milhões de jogadores pela fortuna. Mas Watts entra em um jogo em que muitos jogadores não estão dispostos a jogar pelas regras e vão fazer de tudo para tirá-lo da competição. Vencer é agora a única opção para se manter vivo e, para fazer isso, Watts vai ter de sair do encanto virtual e enfrentar a realidade, mesmo que ela não seja assim tão perfeita.

Editora: Leya
Tradução: Carolina Caires Coelho
Páginas: 464 páginas

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Atualizando a estante.


Por Carlos Gabriel F.

Não é apenas de livros seculares que se faz um leitor, já diziam: atualize-se, saiba o seu contexto social-histórico e nele viva. Pois muito bem, vamos a alguns lançamentos:

Samanta Holtz, escritora de origem interiorana paulista, publica por fim seu terceiro romance, “O Pássaro”. Holtz é conhecida por suas estórias de teor shakesperiano, onde guia o leitor em ininterruptas torrentes de sentimentos. Em sua nova publicação, conhecemos Caroline Mondevieu, filha de um conhecido e poderoso barão, que possui o status tão desejado por algumas meninas da era moderna: riqueza e um possível cavalheiro a quem se apaixonar; com o sonho de ser dona do próprio destino. O inesperado, entretanto, acontece quando Caroline encontra-se com Bernardo, que possui em comum com a donzela a vontade insaciável da liberdade. A partir de então Holtz nos conduz a uma trama de mistérios, aventuras e segredos inesperados como tão bem fez em “Renascer de um Outono” e “Corpo e Alma”.

Editora: Novo Século
Páginas: 480
Como não continuar amando Charlaine Harris, autora da saga que resultou a série televisiva True Blood? Foi lançado recentemente em área nacional o livro “Surpresa do Além”, segundo volume da série Harper Connelly Mysteries. Após ser atingida por um raio, adquirir o dom especial de sentir os mortos, ter viajado por terras americanas auxiliando entes de pessoas desaparecidas a entender o que de fato havia acontecido em “Visão do Além”, Harper, na continuação de sua saga, gostaria apenas de analisar mais alguns corpos e chocar estudantes céticos de antropologia em uma universidade em Memphis, mas o que a menina e seu irmão Tolliver não esperavam era que os mortos também fossem capazes surpreender. O novo livro de Charlaine promete ser tão irreverente quanto os seus anteriores.

Editora: Leya
Páginas: 256
Ladrão de olhos - As aventuras de Peter Nimble” de Jonathan Auxier, é intrigante por si só: afinal, como um deficiente visual, órfão, poderia se tornar um herói nas avenidas de Londres? É sobre a estória de Peter Nimble que Auxier propõe-se a narrar: uma pobre criatura que enfrentará, numa aventura inesquecível, inimigos e vilões inesperados para se safar e continuar na presença de sua companhia amiga. Este é o primeiro romance do autor canadense que, reverenciado em terras estadunidenses, terá sua obra publicada em treze países.

Editora: Leya
Páginas: 424

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Segredos misteriosos.


 Por Arthur Franco.

A editora Record lançou no mês passado “A Mulher de Preto”, suspense sobrenatural da autora inglesa Susan Hill. No livro, Arthur Kipps é um advogado que chega a um vilarejo encravado em uma região remota da Inglaterra para cuidar dos papéis da falecida Sra. Alice Drablow.  Com o pressentimento de que não está sozinho, o jovem começa a desvendar os segredos da antiga mansão da senhora Drablow e passa a ser atormentado por visões de uma mulher de preto, que parece não ter boas intenções. 


Lançado originalmente em 1983, o livro só foi publicado em terras tupiniquins esse ano. Susan Hill é conhecida por outros livros, como “Srª Winter” e “A Batalha por Gullywith”, já publicados no Brasil.

A Mulher de Preto ganhou uma versão cinematográfica estrelada por Daniel Radcliffe (Harry Potter), prevista para estrear no Brasil em fevereiro.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Bazinga!

 Por Arthur Franco

Sheldon, Leonard, Raj, Howard e Penny com certeza já fizeram você rir. Mas com certeza também já fizeram você ficar sem entender muita coisa. The Big Bang Theory é um excelente seriado, mas algumas vezes faz piadas com termos científicos que nem sempre são conhecidos do público. Foi pensando nisso que George Beahm resolveu escrever Big Bang: A Teoria – Guia Não Autorizado da Série.
 
O livro traz, além da explicação dos nomes científicos que aparecem na série, detalhes sobre os personagens, curiosidades sobre os episódios, cenas engraçadas dos bastidores e até mesmo um passeio pelos principais cenários da sitcom. 


E para você não se perder nas referências culturais da série, a obra também tem um conjunto de dicas para você ficar por dentro do universo nerd e para despertar o geek que existe em você. 


Editora: Universo dos Livros 
Tradutor: Felipe Vieira
Páginas: 336


domingo, 29 de janeiro de 2012

O único sobrevivente.

Por Carlos Gabriel F.

Lars Kepler é o pseudônimo para  casal sueco de escritores: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril (legal, não?!). Alexander conta em seu currículo com oito romances e quinze peças de teatro, o que o torna uma grande referência da escrita no seu país. Alexandra já publicou três romances, sendo um deles ganhador do Catapult Prize em 2003 – prêmio dado às obras de estréia – e também trabalha, enquanto crítica literária, com uma tese sobre Fernando Pessoa.

O primeiro romance do casal (ou de Lars Kepler, como preferir) chama-se “O hipnotista” e foi lançado no Brasil recentemente. O livro retrata o massacre acerca de uma família, com apenas um sobrevivente ao ataque: o filho de 15 anos. Joona Linna, encarregado de encontrar o criminoso de tamanho horror, encontra na hipnose a solução exata para trazer à tona as lembranças daquele que acabara com uma geração. “O hipnotista” é thriller severo, com uma trama densa, preenchido de ápices literários. 


Editora: Intrínseca
Tradução: Alexandre Martins
Páginas: 480 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A guerra invisível.

Por Arthur Franco

Chega finalmente ao Brasil agora o primeiro romance da aclamada escritora americana Julie Orringer. Orringer alcançou a fama depois de lançar uma coletânea de contos chamada How to Breathe Underwater, no qual o humor irônico era uma marca constante.  De volta ao universo da escrita, a autora se utilizou da experiência de seus avós, judeus húngaros, durante a Segunda Guerra Mundial para trazer uma história sobre irmãos, família e o impacto que uma guerra pode ter nas relações humanas em “A Ponte Invisível”.
Andras Lévi é um estudante de arquitetura que deixa Budapeste rumo a Paris para estudar na École Spéciale d’Architecture. Na Paris de 1930, tudo é mágico, tudo tem seu charme, até mesmo Claire Morgenstern, uma envolvente viúva para a qual Andras deve entregar uma carta.  Tibor, seu irmão, consegue ir estudar na Itália e quer se formar médico. Mas quando a Guerra eclode, os dois são obrigados a voltar para a Hungria e lidar com as implicações que o preconceito contra os judeus pode trazer. Em meio ao desastre, ao horror e ao desespero, Andras e Tibor vão descobrir que o amor é o cerne que mantém uma família unida.

Editora: Companhia das Letras
Tradução: Rubens Figueiredo
Páginas: 728