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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Livros aleatórios de ficção-científico-fantasiosa que merecem ser lidos - Parte VII.


Por Carlos Gabriel F.

Antes de elaborar uma lista é necessário enfatizar que os itens abaixo descritos e devidamente mencionados estão sendo analisados por fatores subjetivos. Quero dizer: não foram registrados em cartório como os melhores já escritos ou que mereçam presença divina em suas respectivas estantes. Posso dizer que são livros absolutamente aleatórios, que li em um período de tempo e que creio merecer destaque aqui, neste espaço virtual que estamos criando paulatinamente.

O gênero que me chegou primeiramente à mente e que dá característica à lista é a ficção/fantasia, daqueles que narram estórias que existem apenas nas páginas amareladas e distanciam-se do plano real (quem sabe?); daquelas que criam seres novos e relacionamentos surpreendentes; que em cenários de horror traçam cenas de suspense capazes de dar vertigens; que dão vida àquilo que algum dia cientificamente possa vir a existir.

Já que estes aspectos foram mensurados (novamente. Confira a parte I, II, III, IV, V e VI! que comecemos):

Para descrever Ken Follett eu utilizaria a palavra “catedrais”. Não como uma parte religiosa fervorosa que vê necessidade em se traduzir em palavras, mas como evento social. Datada na Idade Média, é envolta de uma que “Mundo Sem Fim” (2007) começa. O autor mais uma vez nos leva através de histórias incríveis, sendo uma delas o ápice inicial: quatro crianças presenciam o assassinato de um homem em uma floresta nas redondezas do condado de Kingsbridge. E como bem sabe fazer Ken Follett, este crime ligará os personagens durante as novecentas próximas páginas – recheadas de ação, intrigas, guerras, romances inesperados: atacados pela peste negra. 

“You see, all that I ever held dear has been taken from me," she said in a matter-of-fact tone. "And when you've lost everything-" Her facade began to crumble, and her voice broke, but she made herself carry on. "When you've lost everything, you've got nothing to lose.”

José Saramago volta mais uma vez na lista para apresentar “ Claraboia” (publicado em 2011, mas escrito em 1953), rejeitado a priori pelo seu editor no início de sua carreira, mas que foi dado à luz na contemporaneidade. Sob o pseudônimo de Honorato, conhecemos, com uma literatura jovial, a origem daquilo que viria a se tornar o crítico autor. A história em si é simplista, como boa parte de suas outras: em Lisboa um prédio é habitado por seus mais diferentes condôminos; interligados pelos corredores, portas e janelas, os personagens aqui representados administram suas diferentes escolhas e modos de vida, o que, na linguagem de Saramago, torna-se um surpreende estrondo de contrapontos. 

“Aproximou-se da janela e abriu-a. Na rua, mesmo em frente, estava um rapaz, à chuva. Rosália fechou a janela com estrondo. Ia ralhar, mas deu com os olhos da filha, postos em si, uns olhos frios onde parecia brilhar a malignidade do rancor. Atemorizou-se. Maria Cláudia, sem pressas, tirava o impermeável. Algumas gostas de água tinham molhado o tapete.”

Impossível não gostar de ficção e não ter pego em mãos um livro do Sidney Sheldon. Comecei com “O Reverso da Medalha” (1982) e admirei tanto como esse homem é capaz de tirar regozijo literário do simples nada. Nesta brochura, o autor nos leva até a África do Sul para então começar a história de McGregor e como se sucederia futuramente sua multinacional, com as gêmeas Eve e Alexandra. O enredo é marcado por controversas e tentativas de assassinato entre familiares com o simples e único objetivo de manter o poder em modo individual. O que move a família McGregor é a fome pela vingança, o mundo a ser conquistado. 

“O leão faminto dissimula as garras. Modificaremos tudo isso no momento apropriado. O branco aceita o preto porque precisa dos seus músculos, mas tem de se habituar a aceitar-lhe também os miolos.Quanto mais nos empurra para um canto, maior o medo que lhe inspiramos, porque sabe que um dia poderá haver discriminação e humilhação de sinal contrário, perspectiva que se recusa a admitir.”

Que venha mais uma vez o rei do feroz do macabro. “It: A Coisa” (1986) de Stephen King conta a história, mais uma vez macabra, de sete indivíduos que, enquanto crianças, depararam-se com uma criatura centenária que consumia o medo e alterava sua forma. Após trinta anos, a criatura volta a assustar outras crianças, e os sete sujeitos, como haviam prometido, juntam-se para combater aquele que te marcaram – o que coloca em absoluto as suas sobrevivências. Aqui percebemos a peculiaridade de Stephen ao se mostrar tão capaz de uma descrição bem elaborada e peculiar, datada como a obra prima do medo.

“Naturalmente, ele não contara isso a ninguém. Nada no mundo o faria contar, nada o induziria a revelar sua fantasia secreta, escondida bem no fundo do coração. Se pudesse enunciar a frase que ela lhe ensinara casualmente, certa manhã, quando ela e Georgie estavam sentados, vendo Guy Madison e Andy Devine em As Aventuras de Wild Bill Hickok, aquilo seria como o beijo que despertara a Bela Adormecida de seus sonhos frios para o caloroso mundo do amor do príncipe no conto de fadas.”

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner” (2010), de Stephenie Meyer, provavelmente é seu segundo melhor livro – já que “A hospedeira” veio em primeiro. O livro é narrado de forma direta, em um único bloco de texto em cento e noventa páginas, sem divisões em capítulos. Nossa personagem que, como já sabemos, morre ao final de “Eclipse”, aqui é demonstrada como nunca antes: sua personalidade, vida, sentimentos e demonstrações são exibidas à degustação literária. Apaixonamo-nos por Bree e evitamos o final inconsequente; criamos expectativas de que a última frase, de algum modo, seja alterado para o bel-prazer dos leitores. 

“No segundo em que os dedos de Diego encontraram o raio de luz, a caverna foi invadida por um milhão de reflexos brilhantes e coloridos, um verdadeiro arco-íris. A claridade era como a luz do meio-dia em uma sala de vidro – havia luz para todos os lados. Eu me encolhi e um tremor percorreu meu corpo. Estava completamente coberta pela luz do sol.”

sábado, 14 de abril de 2012

Livros aleatórios de ficção-científico-fantasiosa que merecem ser lidos - Parte VI.


Por Carlos Gabriel F.

Antes de elaborar uma lista é necessário enfatizar que os itens abaixo descritos e devidamente mencionados estão sendo analisados por fatores subjetivos. Quero dizer: não foram registrados em cartório como os melhores já escritos ou que mereçam presença divina em suas respectivas estantes. Posso dizer que são livros absolutamente aleatórios, que li em um período de tempo e que creio merecer destaque aqui, neste espaço virtual que estamos criando paulatinamente.

O gênero que me chegou primeiramente à mente e que dá característica à lista é a ficção/fantasia, daqueles que narram estórias que existem apenas nas páginas amareladas e distanciam-se do plano real (quem sabe?); daquelas que criam seres novos e relacionamentos surpreendentes; que em cenários de horror traçam cenas de suspense capazes de dar vertigens; que dão vida àquilo que algum dia cientificamente possa vir a existir.

Já que estes aspectos foram mensurados (novamente. Confira a parte I, II, III, IV e V! que comecemos):

A Hora da Estrela” (1977) provavelmente é o livro mais lido-conhecido-citado de Clarice Lispector,  sim?! E, porventura, também o meu primeiro e um dos favoritos. O modo como a autora começa o seu capítulo, explodindo-se em si em uma última busca frenética de representação subjetiva em folhas sujas de nanquim com sentimentalismo exacerbado, é magnífico. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se na pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se a história não existe, passará a existir. Lispector traça a bela imagem de Macabéa, vívida no Rio de Janeiro,  em que aos olhos da introspecção do narrador (aqui tratado como Rodrigo S.M. – pseudônimo utilizado a priori pela autora) se torna algo grandioso, indeciso e volumoso. Encontramo-nos com romances ao longo do caminho e incertezas que circundam não apenas a nossa protagonista, mas também nós, que nos vemos mais uma vez representados em uma grande obra. 

“Será há veracidade nela – e é claro que a história é verdadeira embora inventada – que cada um reconheça em si mesmo porque todos nós somos um (...)”

Falemos de clássicos por um momento oportuno de felicidade? Nessa Era cibernética de queda superestimada da valorização do papel, quem tem dinheiro para livros redundantemente caros é rei. É nesse contexto de extrema indelicadeza monetária que procuro aproveitar todas as promoções possíveis: “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” (1954), do aplaudido J. R. R. Tolkien, não ficou de fora. O livro retrata um novo mundo, uma perspectiva tão bem criada – com diferentes dialetos e culturas excêntricas – que nos regozija enquanto literatura. No primeiro livro da trilogia, Frodo Baggins fica responsável, junto à seus companheiros, de destruir O anel no único lugar possível: nas lavas do vulcão de Mordor. 

“Não devemos nos questionar porque algumas coisas nos acontecem e, sim,  o que podemos fazer com o tempo que nos é dado.”


Depois de me apaixonar pela narrativa de José Saramago em “Ensaio sobre a Cegueira”, a vida me levaria aos poucos, aos tropeços e desvios necessários, para suas outras obras também de tamanha primazia. Recomendaram-me “A Caverna” (2001). Tenho por mim teoricamente que “A Caverna”, “Ensaio sobre a Cegueira” e, por fim, “Ensaio sobre a Lucidez” traçam, respectivamente, uma grande emersão em direção a luz – vislumbra-se, na primeira brochura, a narração de uma grande escuridão, em quesitos de conhecimento, que vai se dissipando, em intermediário com a cegueira,  até encontrar o verdadeiro fulgor na lucidez. “A Caverna”, pois bem, trata de um oleiro, um guarda e sua noiva fabricando louças artesanais que aos poucos vão sendo rejeitadas numa sociedade cada vez mais industrializada. A parábola social de Saramago aqui voa em direção à Platão para nos explicar a fluidez da contemporaneidade – com seus shoppings sem janelas e ar enlatado.

“‘Que estranha cena descreves e que estranhos prisioneiros. São iguais a nós.’”

A Farsa” (2008) de Christopher Reich, primeiro de uma trilogia, é uma forma legal de se aventurar em um romance policial. O seu enredo, por vezes óbvio – o que não faz com que o livro deixe de ser original –, é entremeado de fatores que personificam um bom livro de ação: guerras, terrorismo, politicagem, traições e espionagem. A sua narrativa, intercalada entre a perspectiva de diferentes personagens, é constantemente marcada pelo extraordinário. São nos Alpes suíços que as histórias começam. Jonathan Ransom e sua esposa, Emma, praticavam seu esporte favorito quando são surpreendidos por uma avalanche. A mulher, ferida, morre com o acidente e faz do futuro do seu marido um verdadeiro baú de surpresas, em que cada passo tomado se é revelado um segredo. 

“Apesar da longa viagem, a borboleta ignorou as flores. Não buscou seu pólen de cheiro forte nem se deleitou com seu doce néctar. Em vez disso, decidiu voar mais alto (...)”

Na minha lista de livros cronologicamente lidos, “O Testamento” (2006) de Eric Van Lustbader encontra-se com primazia como o terceiro. Havia finalizado “O Código da Vinci” e procurava em desespero por algo que tivesse a mesma angulação retratada por Dan Brown. Lustbader bebe da mesma fonte que o autor, mas muitas das vezes de modo mais retraído, conciso e bonito. “O Testamento” retrata Braverman Shaw, que perde o pai em um brutal assassinato. Ainda ressentido pela perda, mesmo quando sua relação com seu progenitor não tenha sido exemplar ao longo das décadas, o personagem descobre que ele era membro alto escalão da Ordem dos Observantes Gnósticos e que tinha por principal função a proteção de escritos sagrados – entre eles o Testamento de Cristo. Nessa viagem de Lustbader, acompanhamos, frenéticos, a busca por entendimento de um filho que perdeu um pai distante. 

“Quando ele se virou, Dexter Shaw tomou o seu braço. Havia tanta coisa a dizer, tanta coisa a ser comunicada, e agora, na última hora, com sinos soando na cabeça, ele percebia que devia se sentir mais próximo do filho do que nunca.”

segunda-feira, 5 de março de 2012

Livros aleatórios de ficção-científico-fantasiosa que merecem ser lidos - Parte IV.


Por Carlos  Gabriel F.

Antes de elaborar uma lista é necessário enfatizar que os itens abaixo descritos e devidamente mencionados estão sendo analisados por fatores subjetivos. Quero dizer: não foram registrados em cartório como os melhores já escritos ou que mereçam presença divina em suas respectivas estantes. Posso dizer que são livros absolutamente aleatórios, que li em um período de tempo e que creio merecer destaque aqui, neste espaço virtual que estamos criando paulatinamente.

O gênero que me chegou primeiramente à mente e que dá característica à lista é a ficção/fantasia, daqueles que narram estórias que existem apenas nas páginas amareladas e distanciam-se do plano real (quem sabe?); daquelas que criam seres novos e relacionamentos surpreendentes; que em cenários de horror traçam cenas de suspense capazes de dar vertigens; que dão vida àquilo que algum dia cientificamente possa vir a existir.

Já que estes aspectos foram mensurados (novamente. Confira a primeira, segunda e terceira!), que comecemos:

Na quarta lista que aqui datamos senti a necessidade de colocar nos holofotes livros que ora ou outra influenciaram naquilo que me equivale enquanto literário. “O Pequeno Príncipe” (1943) de sabe-se lá por quais motivos não se encontrara aqui previamente, foi o meu primeiro livro. Devorei aos bocados pelo computador, de tantas maneiras e de perspectivas tão inovadoras, que ao final da história necessitei voltar num recomeço. Os melhores contos vêm de histórias simples, daquelas que transformam a tamanha simplicidade na escrita em algo estonteantemente magnífico. Lembram-se de Flicts? Acredito que o livro de Antoine se encaixa no mesmo nicho: daqueles de pequenos-para-grandes; dos que à primeira vista parecem inocentes para os infantes, mas que ao final quebram barreiras. Pois bem, é sobre um príncipe que ama a sua rosa de um planeta distante; é sobre enfrentar novas perspectivas e descobrir novas criaturas; é sobre perdão e necessidade de reconquista; é sobre amor e gratidão; é, sobretudo, desculpem-me o clichê, um dos melhores livros que já li.

“As estrelas são todas iluminadas... Será que elas brilham para que cada um possa encontrar a sua?”

Markus Zusak, que será reconhecido pelo seu famigerado romance “A Menina que Roubava Livros” (2006) em terras brasileiras, tem um livro precedente de tamanha primazia para com a minha pessoa quanto o supracitado. “Eu Sou o Mensageiro” (2002) conta a história de Ed Kennedy, taxista, jovem de 19 anos, medíocre e sem futuro, mas que, de algum modo, impedira um assalto – e é este ato que resulta no recebimento de cartas misteriosas que o destinam a indivíduos que, também, necessitam desesperadamente de sua ajuda. A linguagem aqui usada por Zusak é direta, sem eufemismos, diferente da que notamos muitas vezes no seu lançamento futuro. Com um final marcante, Ed nos conduz através de uma trama de busca pela necessidade dos outros personagens; por meio de suas também mágoas o jovem se torna a mensagem para aqueles que necessitavam de apoio.

“O silêncio se aproxima mais ainda, me dá uma porrada e me empurra pra frente.”

 Citar Harry Potter em uma lista de ficção é quase que redundante, não?! Talvez seja por isso prolonguei tanto para me certificar de que algum dia fosse especificado aqui que o primeiro livro de J. K., Harry Potter e a Pedra Filosofal (1997), é um dos que mais aprecio; seja pela descoberta de um menino sobre aquilo que levaria para consigo durante toda a sua vida ou por entender que naquela história me encontraria representado em dias de tristeza social. Temos aqui, como já dito em tantos espaços virtuais, a presença de um garoto que se descobre – entremeado por sua pequena vida em um local físico pequeno – de sangue bruxo e com passagem marcada para uma escola que te ensinaria novas aprendizagens. Mas quem não precisa de amigos nos períodos mais estranhos da vida? É aqui, nessas primeiras páginas de Rowling, que conhecemos o trio Hermione, Rony e Harry; é nesta brochura que também vemos o primeiro mistério a ser resolvido.

“Ele vai ser famoso, uma lenda. Eu não me surpreenderia se o dia de hoje ficasse conhecido no futuro como o dia de Harry Potter. Vão escrever livros sobre o Harry. Todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele!”

Quem diria, Saramago, quem diria, que seria numa lista de vestibular que te encontraria. Naquela lista de literatura: fora assim que me deparei primeiramente com àquele que considero (por favor, não no passado) o gênio da literatura contemporânea. “Ensaio Sobre a Cegueira” (1995) foi uma verdadeira paixão. Li sem pré-conceitos já me dados ao longo do ensino médio de que seria um verdadeiro porre. O modo sui generis de Saramago a narrar a uma história me conquistara de imediato: principalmente a criticar a visão supérflua e cega que, muitas das vezes, tratamos os diferentes aspectos da trama social em que vivemos, seja no âmbito político ou até mesmo sentimental. O autor metaforiza em suas páginas este aspecto, utilizando-se de personagens que perdem a visão para uma grande cegueira branca e que, absurdamente, são submetidos a situações desumanas a fim de ter como objetivo único a sobrevivência, perante a incapacidade e impotência. Trata-se de egocentrismo, de necessidade, de abandono, de índole, de amizade e, sobretudo, de ética, bondade e moral sobressalentes. 

“O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos, Quem está a falar, perguntou o médico, Um cego, respondeu a voz, só um cego, é o que temos aqui.”


O livro intermediário entre os já conhecidos “Anjos e Demônios” (2000) e “O Código da Vinci” (2003), “Ponto de Impacto” (2001) retrata o que já esperamos tanto de Dan Brown: o inesperado. Rachel Sexton e Michael Tolland, aqui vistos como personagens principais, são surpreendidos a serem contatados e noticiados de que no grande Ártico havia sido localizado um meteorito que, em seu interior, encontravam-se fósseis – o que provava felizmente a existência de vida extraterrestre. O que aprecio acerta de Dan Brown é a sua capacidade de inserir na trama uma alta quantidade de teorias físicas – muitas das vezes conspiratórias – e a sua capacidade em explaná-las de modo fácil à compreensão. A pesquisa de Rachel e Michael os levarão a grandes descobertas que surpreenderão, certamente, o leitor.

“Chega de falar de peixes - ela interrompeu, com voz sensual, desabotoando seu pijama. - O que você me diz dos rituais de acasalamento de espécies avançadas de primatas?”