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sábado, 23 de junho de 2012

O Leão, a Feiticeira e a Bíblia.

Por Arthur Franco

Depois de falar de O Sobrinho do Mago, venho falar da próxima crônica na ordem de leitura e da primeira a ser publicada por C. S. Lewis. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa foi escrito na década de 40 e é certamente o livro mais conhecido das Crônicas de Nárnia, principalmente pela adaptação cinematográfica da Disney em 2010.


Essa crônica narra a história dos quatro irmãos que, para fugir dos bombardeios a Londres, vão morar no campo, na casa do Professor Kirke. Lá PedroSusanaEdmundo e Lúcia descobrem um guarda-roupa mágico que os transporta para Nárnia, uma terra mágica com animais falantes e criaturas mitológicas, mas dominada pela Feiticeira Branca. A feiticeira usurpou o trono e congelou Nárnia por 100 anos. Cabe então aos irmãos encontrar Aslam, o leão todo-poderoso criador de Nárnia e o único que pode acabar com o inverno. 

As Crônicas de Nárnia são permeadas de elementos cristãos. C. S. Lewis era muito religioso e incutiu nos seus livros histórias e passagens que refletissem certos trechos da Bíblia. Nessa crônica encontramos alusões a traição de Judas Iscariotes, ao Apóstolo Pedro, questões sobre a ressurreição de Jesus, perdão e ao próprio Cristo, representado por Aslam. As referências cristãs são distribuídas ao longo do enredo, sendo bem inseridas por diálogos e passagens da obra.


terça-feira, 12 de junho de 2012

O mago da literatura.

Por Arthur Franco

Ás vezes, na nossa trajetória literária, nos deparamos com um gênio, capaz que criar na nossa mente a melhor fantasia, aquela na qual ainda vivemos um pouco depois de fechar o livro.

Na minha passagem pela literatura já me deparei com vários gênios, mas C. S. Lewis foi um dos que mais me fez crer no seu mundo de ficção.

Em 7 crônicas, Lewis fez um mundo, o seu mundo de fantasia, mas que cria uma pequena Nárnia no coração de cada um que lê a sua obra.  As crônicas foram 7, mas as horas de entretenimento e felicidade com a mitologia de Nárnia foram muitas.

A minha crônica preferida não é nenhuma daquelas que ganhou a adaptação da Disney. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Príncipe Caspian  e A Viagem do Peregrino da Alvorada foram muito bem adaptadas para o cinema e constituem crônica incríveis, mas a minha predileta continua sendo O Sobrinho do Mago.


A sexta crônica escrita pro Lewis (sucedida apenas por A Última Batalha) é a primeira na ordem de leitura.  Aqui encontramos a criação de Nárnia por Aslam, que através da sua voz cria tudo e todos no país fictício. Temos Digory Kirke e Polly Plummer, dois amigos que acidentalmente vão parar em Nárnia e libertam a Feiticeira Branca. Também descobrimos a origem do guarda-roupas utilizado pelos irmãos Pevensie para chegar a Nárnia em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.  O mais curioso dessa crônica talvez seja descobrir como surgiu o lampião do Ermo do Lampião.

C. S. Lewis criou uma mitologia imensa, com personagens cativantes e dignos de nossa admiração e fidelidade. Foi certamente um mago na escrita, capaz de nos transportar para um universo paralelo através das palavras.