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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Noite dos sacrifícios.

Por Arthur Franco

Na noite de Halloween, a pequena Joyce é encontrada morta. A garota, de apenas 13 anos, morreu afogada enquanto pegava maças com a boca em uma tradicional brincadeira do Dia das Bruxas. Momentos antes de a brincadeira começar, Joyce afirmou que já havia presenciado um assassinato. Mas por ser conhecida por suas mentiras, ninguém acreditou na menina, até que viram o seu corpo. 


A grande amiga de Poirot, Ariadne Oliver, estava presente na festa e pede então a ajuda do detetive para descobrir quem foi o autor desse crime macabro.

Em Note das Bruxas, os personagens não são quem aparentam ser. Todos usam uma máscara de felicidade, enquanto escondem segredos e mentem sobre as suas ações. Mais uma vez o assassino subestima o poder das células cinzentas de Hercule Poirot, que terá de descobrir a verdade antes que outra garota seja morta. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Agatha Christie's

Por Arthur Franco

Com mais de 80 livros publicados, Agatha Christie não fez sucesso apenas com livros. A autora teve suas obras adaptadas para peças teatrais, filmes e série de televisão e, mesmo com a sua morte em 1976, adaptações (de sucesso, diga-se de passagem) foram produzidas. Trago aqui duas séries televisivas britânicas do canal ITV, Agatha Christie's Poirot e Agatha Christie's Marple, que trazem para a TV os personagens mais famosos de Christie.


Agatha Christie's Poirot teve a sua estréia em 1989 e atualmente está em sua décima segunda temporada. No papel de Poirot temos David Suchet, que interpreta com maestria o pequeno detetive. A maioria das histórias em que Poirot aparece foi adaptada, tanto os contos quanto os livros. Sucessos de Agatha Christie como Morte no Expresso do Oriente e O Assassinato de Roger Ackroyd estão presentes na série e a décima terceira temporada será a última, trazendo livros como Os Elefantes Não Esquecem e o último caso de Poirot, Cai O Pano.



Agatha Christie's Marple estreou em 2004 e já levou para a televisão 20 episódios estrelados por Miss Marple.  Entre essas 20 adaptações encontramos clássicos como Um Convite para um Homicídio e A Testemunha Ocular do Crime, mas também temos livros e contos em que Miss Marple nunca apareceu. Livros como Hora Zero, Matar é Fácil e O Cavalo Amarelo ganharam versões televisivas, mas nunca tiveram Miss Marple como protagonista nas versões impressas. Além disso, outras modificações foram feitas, como mudanças na identidade de assassinos e nas relações entre os personagens.  

sábado, 31 de março de 2012

Livros para se adentrar no mundo de Agatha Christie - Parte II

Por Arthur Franco 
 
Dizem que seus livros só não foram mais traduzidos do que a Bíblia e as obras de Shakespeare. Com mais de 80 romances publicados, Agatha Christie me conquistou ainda na adolescência, com meus 15 anos e tempo de sobra para ler. Era mais de um livro por semana: nas aulas, em casa, na rua, em qualquer espaço de tempo livre, estava eu com alguma obra ‘agathachristiniana’ embaixo do braço. As tramas muito bem estruturadas e a variedade de motivos/armas/circunstâncias foram as pedras angulares para que meu coração desenvolvesse uma paixão por Christie. Os personagens, todos com o psicológico quase que ‘analisado’ ao longo das histórias, cativavam e sempre levavam a procurar mais um volume. 

Como o volume de obras escritas por Agatha Christie é imenso, seleciono aqui mais 5 obras que recomendo e nomeio como algumas das melhores, baseados em fatores subjetivos e em variáveis como circunstâncias do crime, táticas utilizadas, originalidade e construção da trama. Confira aqui a primeira parte dessa lista!  

 
Cipreste Triste (1940)

Detetive: Hercule Poirot

A dúvida se o personagem morreu de causas naturais durante o sono ou foi assassinado é um recurso que Agatha utiliza com frequência. Aqui temos a morte de uma senhora, que todos julgam que morreu de causas naturais. Mas um vidro de morfina sumiu da maleta de uma enfermeira. E pouco tempo depois a jovem Mary Gerrard aparece morta. Elinor Carlisle, sobrinha da primeira vítima e rival da segunda, é condenada a morrer na forca. Hercule Poirot ainda acredita que a moça não cometeu os crimes e vai correr contra o tempo para tentar provar sua inocência. 

"E em triste cipreste deixe-me repousar; Voe para longe, voe para longe, suspiro; Por uma donzela bela e cruel sou destruído."


 
A morte da Sra. McGinty (1952)

Detetive: Hercule Poirot

A senhora McGinty é encontrada morta em sua casa. A causa da morte: uma pancada na cabeça com um objeto pontiagudo e pesado. Um suspeito já foi condenado e está prestes a ser enforcado. Mas o superintendente Spence não está convencido de que aquele pobre rapaz é o real assassino. Chama então o seu velho amigo Hercule Poirot para tentar descobrir porque alguém haveria de matar uma simples diarista. Poirot vai contar com a ajuda da sua amiga Ariadne Oliver para tentar solucionar um dos melhores casos da sua carreira.   

"A Sra. McGinty morreu!” - “Como foi que ela morreu?'' - “Dobrando um joelho assim como eu!"


 
Um crime adormecido (1976)

Detetive: Miss Marple

A última aventura de Miss Marple foi escrita durante a Segunda Guerra Mundial, mas ficou trancada em um cofre até 1976, sendo lançado somente após a morte da escritora. O enredo acompanha Gwenda Reed e seu marido, que recentemente se mudaram para a Inglaterra. Gwenda tem certeza de que nunca morou em solo britânico, mas tem a impressão de que conhece a casa onde mora. Uma determinada frase de uma peça teatral desperta na garota a imagem de uma mulher assassinada, bem ao pé da escada de sua nova casa. Miss Marple, que também estava no teatro, vai tentar descobrir se realmente houve um crime, sem se lembrar de que, quem matou uma vez, pode matar de novo. 

"Cubram seu rosto, ela morreu jovem..."

 
O Assassinato de Roger Ackroyd (1926)

Detetive: Hercule Poirot

Esse foi o primeiro grande sucesso da autora devido ao seu final polêmico. Muitos consideram que Christie não se utilizou das regras convencionais dos romances policiais, mas com toda certeza ela criou um desfecho inesperado e inédito até então. Poirot agora está aposentado e se dedica a plantar abóboras em uma pequena vila. Tudo vai bem até que o dono de uma grande propriedade local, Roger Ackroyd, é apunhalado e encontrado morto em seu escritório. Poirot toma frente à investigação e, com a ajuda do Doutor Sheepard, grande amigo do falecido, tenta encontrar a verdade em um mar de pistas falsas.  

"Caminhamos juntos a estrada que trilhei sozinho."


 
Assassinato no Expresso do Oriente (1934)

Detetive: Hercule Poirot

O final total imprevisto e não convencional talvez tenha transformado essa obra na mais famosa de Christie. Novamente encontramos as marcas tão utilizadas pela autora: um assassinato em um lugar fechado por dentro e diversos suspeitos, todos muito bem delimitados. Dessa vez o ambiente é uma cabine no luxuoso trem Expresso do Oriente, na qual a vítima foi encontrada. A reviravolta acontece quando o detetive descobre que o morto foi parte integrante no rapto e morte de uma criança, anos atrás. Pistas falsas surgem a todo o momento e todos têm um álibi perfeito. Mas Poirot utiliza suas células cinzentas e vai propor não uma, mas duas soluções. 

"- Senhor Hardman, quer ter a bondade de reunir todos os passageiros aqui? Há  duas soluções para o caso: quero expô-las diante de todos." 


quinta-feira, 1 de março de 2012

Segredos de um crime.


Por Arthur Franco

Agatha Christie morreu em 1976, mas a sua fama perdura até hoje. Com mais de 80 livros publicados e diversas peças encenadas, a “dama do crime” arquitetava como ninguém um crime. O seu método de escrita e criação passou por tempos desconhecidos. Mas com a morte de sua filha Rosalind em 2004, foram achados 73 cadernos escritos a mão que traziam valiosas anotações sobre suas produções. Detalhes dos crimes, listas de suspeitos, criação de pistas, o desenrolar da trama, tudo isso é revelado em Os Cadernos Secretos de Agatha Christie, de John Curran.

Essas anotações são uma importante fonte de informação de como Agatha desenvolvia as suas novelas. Desenhos, rabiscos, idéias aleatórias, detalhes por morte por envenenamento, tudo isso em meio a anotações de triviais, como listas de compras de presentes para o natal, deixam um pouco mais claro como Agatha estruturava as tramas e não deixava um fio solto no fim da história. Os cadernos deixam claro que eles eram para o uso pessoal de Christie, já que não existe nenhum sistema de organização e a letra da autora não é das melhores. 

O livro já seria atrativo em si, mas para encanto dos fãs, John Curran inclui dois contos inéditos de Christie. “A Captura de Cérbero”, que deveria ter sido publicado em 1947 como o número 12 na coletânea de contos “Os Trabalhos de Hércules”, só saiu para o público agora. O outro conto é “O Incidente da Bola de Cachorro”, que nunca foi publicado porque Christie decidiu aumentá-lo e transformá-lo em um livro, o que deu origem à Poirot perde uma cliente. 

Já no universo do romance policial, confira aqui a lista dos livros para se adentrar no mundo de Agatha Christie - Parte 1.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Livros para se adentrar no mundo de Agatha Christie - Parte I

Por Arthur Franco

Dizem que seus livros só não foram mais traduzidos do que a Bíblia e as obras de Shakespeare. Com mais de 80 romances publicados, Agatha Christie me conquistou ainda na adolescência, com meus 15 anos e tempo de sobra para ler. Era mais de um livro por semana: nas aulas, em casa, na rua, em qualquer espaço de tempo livre, estava eu com alguma obra ‘agathachristiniana’ embaixo do braço. As tramas muito bem estruturas e a variedade de motivos/armas/circunstâncias foram as pedras angulares para que meu coração desenvolvesse uma paixão por Christie. Os personagens, todos com o psicológico quase que ‘analisado’ ao longo das histórias, cativavam e sempre levavam a procurar mais um volume. E nesse quesito pouco tenho a reclamar: a Biblioteca Municipal de Uberlândia possuía quase todos os exemplares.  

Da maioria dos livros, vem o famoso Poirot, detetive belga , de “um metro e sessenta e dois; a cabeça, do formato de um ovo, ligeiramente inclinada para um lado; olhos de um verde brilhante quando excitado; espesso bigode hirsuto como costumam usar os oficiais do Exército; e uma pose de grande dignidade". Com a ajuda de suas células cinzentas e nunca sem deixar de lado o método e a ordem, consegue sempre revelar o criminoso. 

Mas não só de Poirot se fez Agatha Christie. Junto vieram Miss Marple, velhinha astuciosa dona de um olhar inocente, mas que sempre segue implacável frente ao crime; Tommy e Tuppence, casal de detetives que juntos buscam aventura na solução de mistérios; e Parker Pyne, que se define como ‘detetive do coração’: “Você é feliz? Se não for, procure Mr. Parker Pyne,no No. 17 da Rua Richmond.”

Além disso, outros dois personagens certamente ficam na memória dos leitores: o capitão Arthur Hastings, companheiro fiel e ajudante de Poirot, mas que às vezes o leva na direção errada; e Ariadne Oliver, escritora de romances policiais que muitos consideram o espelho de Agatha Christie. 

PS: nem todos os livros são protagonizados pelos detetives supracitados. Alguns são narrados e investigados por personagens que são de alguma forma empurrados para o mistério e se vêem em condições e impelidos a resolvê-lo. 

Como o volume de obras escritas por Agatha Christie é imenso, seleciono aqui 5 obras que recomendo e nomeio como algumas das melhores, baseados em fatores subjetivos e em variáveis como circunstâncias do crime, táticas utilizadas, originalidade e construção da trama. 

Vamos então aos livros:
Treze à Mesa (1933)

Detetive: Hercule Poirot
Quando treze pessoas estão sentadas a uma mesa, a primeira a se levantar está destinada a morrer. Foi essa superstição que deu à Crhistie a idéia para Treze à Mesa. Jane Wilkinson não esconde de ninguém que quer de todo modo se livrar de seu marido. Quando Lord Edgware aparece morto, todas as suspeitas recaem sobre ela. Mas no momento do crime, Jane participava de um jantar e 12 pessoas são testemunhas de que ela só se levantou da mesa para atender ao telefone. Se Jane tem um álibi, então quem era a misteriosa loira que a empregada viu entrando no escritório de Lord Edgware instantes antes do assassinato? 

"Sabe meu amigo que cada um de nós é um mistério, um labirinto de paixões e desejos e aptidões?"


 
Convite para um homicídio (1950)

Detetive: Miss Marple
"Convida-se para um homicídio, a ter lugar sexta-feira, 29 de outubro, em Little Paddocks, às 18h30m. Espera-se a presença de todos os amigos da família; não haverá outra convocação." É com grande surpresa que Letitia Blacklock, moradora de Little Paddocks, lê esse anúncio no jornal. A dona de casa não sabe quem é o autor dessa brincadeira, mas se vê em perigo quando sofre um atentado bem na hora anunciada pelo jornal. Miss Marple então começa a investigar e descobre que o é passado nem sempre ficou para trás. 

“Não consigo pensar em piadas muito melhores do que anunciar um assassinato no jornal local!
 




O Misterioso Caso de Styles (1920)

Detetive: Poirot
O primeiro livro de Agatha Christie é também a estréia de Hercule Poirot, além de apresentar o Capitão Hastings e o inspetor Japp, da Scotland Yard. Tudo parece indicar que Emily Inglethorp morreu de ataque cardíaco durante o sono. Mas o médico da família desconfia que envenenamento foi a verdadeira causa da morte. Mas como ela foi assassinada se todas as portas do quarto estavam trancadas por dentro? Nenhum membro da família tem um álibi convincente e todos tinham motivos para matar a Srª Inglethorp. Cabe às células cinzentas de Poirot descobrirem quem é o assassino. 

“Você deu excessiva rédea à sua imaginação. A imaginação é boa servidora e mestre ruim. A explicação mais simples é sempre a mais provável.”  



O Caso dos Dez Negrinhos (1939)

Detetive: nenhum
“Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove; Um deles se engasgou e então ficaram nove.” Christie mais uma vez se utilizou de canções populares para criar esse famoso romance. A trama central do livro envolve a cantiga popular "Ten Little Niggers",  que narra o encontro de dez pessoas (ou indiozinhos, dependendo da versão), em que cada um vai morrendo de uma maneira. É justamente o que acontece com 10 estranhos confinados em uma ilha: cada um perece do jeito que a canção descreve. Mas ninguém é tão inocente quanto parece. Todos já cometeram algum crime e saíram impunes. Um deles sabe disso e está disposto a fazer que todos paguem pelos erros do passado. Só que quando a polícia consegue finalmente chegar à ilha, dez corpos são encontrados. Então, quem é o assassino?

"Oh, sim, eu não tenho nenhuma dúvida em minha mente de 
que fomos convidados aqui por um louco."


É Fácil Matar (1939)

Detetive: Luke Fitzwilliam
Primeiro morreu Amy Gibbs. Depois Carter. E Tommy Pierce. E o próximo certamente seria Dr. Humbleby. Todas as mortes podiam passar despercebidas, mas não para Miss Fullerton. Com a suspeita de que havia algo errado, a senhora decidiu procurar a Scotland Yard. No trem à caminho de Londres, ela conhece Luke Fitzwilliam, um ex-policial que não acredita na sua história de que há um assassino à solta em Wychwood-under-Ashe. Mas Luke é obrigado a mudar de idéia depois que Miss Fullerton é atropelada e o Dr. Humbleby aparece morto. Ao chegar à cidade para investigar, Luke parte em busca de um assassino que talvez nem exista, já que todas as mortes parecem naturais. Mas e se ele for real, será que o ex-policial pode impedir o próximo crime?

"É muito fácil matar, desde que ninguém suspeite de você."